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Paran Silos

Sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Pecuária leiteira do Paraná tem se destacado na produção nacional

A produção leiteira no Paraná vem apresentando um quadro otimista nos últimos tempos. O estado alcançou as primeiras posições no ranking nacional de produção. De 1996 a 2017, a produtividade aumentou 218%, atingindo cerca de 4,8 bilhões de litros naquele ano, conforme dados do IBGE. O montante equivale a 15%  da produção nacional, de 33 bilhões de litros.

A atividade responde por 6,68% do Valor Bruto da Produção (VBP) paranaense, movimentando cerca de R$ 5,7 bilhões em 2017. O Paraná ocupa novamente o segundo lugar de produtividade, com 3.028 litros/vaca/ano.

 Segundo o técnico da Federação de Agricultura do Estado do Paraná (Faep), o zootecnista Guilherme Dias, o principal assunto em pauta no setor é a mudança na legislação. “As INs 76 e 77 vêm para substituir a antiga IN 62, e traduzem os procedimentos e parâmetros de qualidade para a produção, transporte e beneficiamento do leite nacional. Vigente desde 30 de maio, a legislação prevê uma série de responsabilidades para produtores e indústrias, visando aumentar a qualidade do leite aqui produzido”.

Em Guarapuava, o produtor rural Anton Egles diz que o mercado tem se comportado de forma instável. “Ninguém sabe o que houve. Em plena entressafra do leite, o preço baixou. Para eu que entrego para o Pool Leite, a queda não foi tão elevada, quanto para quem entrega para outros laticínios. Ninguém consegue explicar o que está acontecendo. Em agosto caiu R$ 0,03 centavos por litro. Tomara que essa queda cesse e comece a subir”. Egles comenta que a média de preço dos últimos três meses dele foi de R$ 1,41/litro.

A expectativa do produtor é que haja um aumento de preços nos próximos meses ou uma queda no custo de produção. “Acredito que os próximos quatro meses serão decisivos por causa da nova Instrução Normativa do Ministério, que reduziu os limites máximos da CBT e CCS e também parâmetros de refrigeração, armazenagem e transporte do leite.                                                Então muita gente ou vai melhorar a qualidade ou terá que sair da atividade. E a outra expectativa é que com a China liberando a importação do Brasil de leite em pó e queijos, nosso mercado deslanche um pouco mais e com isso aumente o preço”.

Atualmente, Egles está com um rebanho de 34 animais em lactação e com média de produção de 23,5/l/animal/dia. O sistema de produção em sua propriedade é o semi-confinado: os animais ficam a pasto durante o dia e recebem silagem e ração após as ordenhas.

Sempre buscando melhores resultados na atividade, o produtor conta que há três meses contratou uma consultoria. “Sabemos o que temos que fazer, mas nos acomodamos. A consultoria tem auxiliado no melhor planejamento forrageiro, nutricional e também no financeiro. Temos que fazer análise do solo, procurar as melhores forrageiras para a propriedade e tentar administrar da melhor forma possível os insumos de produção”.

Com a consultoria, ele conta que conseguiu aumentar a produção e baixar os custos de produção. “Com isso, a rentabilidade aumentou. Hoje os animais recebem alimentação de acordo com sua necessidade. Os animais foram divididos em categorias: as vacas que estão no início de lactação e maior produção estão no lote 1 e as vacas de fim de lactação e menor produção no lote 2. As bezerras também foram separadas em lotes por idade e estágio reprodutivo. Ficou bem melhor. Reduzimos o consumo de ração”. Além disso, foi adotado o sistema de pastejo rotatínuo, onde os animais fazem rodízio de piquete. “O pasto tem se comportado bem melhor”, conta.

 

 

 

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