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Quinta-feira, 05 de maio de 2022

Fintech do produtor de leite se preocupa com a qualidade da produção

Crédito e Adiantamento podem ser soluções para a Pecuária Leiteira e são influenciados pela qualidade do leite comercializado

O ano de 2021 foi, sem dúvidas, desafiador para a pecuária leiteira nacional. O processo inflacionário mundial atingiu grande parte dos insumos necessários para o dia a dia da fazenda, deixando as contas do produtor de leite bem apertadas.
Junto a este desafio, vem também a constante necessidade da manutenção dos equipamentos, da modernização da linha de ordenha e de todos os cuidados com a sanidade das vacas, que também demandam custos. Acompanhamos assim, quase que de camarote, o produtor se equilibrar na corda bamba para arcar com as suas finanças e manter sua produção de qualidade, tão importante para a sociedade como um todo.
Entre as soluções possíveis estão as linhas de crédito especializadas no agronegócio brasileiro, mas que muitas das vezes apresentam intensos processos burocráticos para o acesso ao dinheiro. “A burocracia é inimiga do produtor rural. Ela retarda processos de uma cadeia que não pode desacelerar e aguardar o trâmite dos papéis, mais ainda quando falamos dos produtores de leite”, comenta Gabriela Borlido, diretora da RúmiCash, o braço de soluções financeiras da Rúmina. 
Na pecuária leiteira, não é incomum que os produtores enfrentem prazos longos para o recebimento sobre sua produção, e em alguns casos importantes laticínios estruturam linhas de crédito e adiantamento aos produtores também com a intenção de gerar uma fidelização. 
“A prática é comum, mas pode prejudicar o capital de giro dos laticínios, além de demandar dedicação para uma atividade que não está relacionada ao core business da indústria. Por isso resolvemos atuar como uma ponte entre o produtor e o laticínio neste quesito”, explica Gabriela. “Nós pensamos em todos os processos burocráticos do crédito para o pequeno e médio produtor, e principalmente como agilizar para que esse dinheiro chegue rápido aonde ele precisa. Estruturamos um processo junto com os laticínios, que nos permite analisar o histórico operacional e financeiro do produtor de leite, e, baseado nesse histórico, facilitamos o seu acesso  ao crédito.”
Se por um lado o produtor tem acesso ao dinheiro com menos complicações pelo caminho, por outro os laticínios também se favorecem. “Este processo todo com os laticínios é realmente uma parceria, a gente sabe que o crédito e o adiantamento por meio deles também acontece, mas pra isso eles precisam destinar uma parte do seu pessoal para lidar com algo que não é o negócio-chave da empresa. A gente entra para aliviar a sobrecarga dos laticínios, fazer a ponte e deixar o laticínio focado no que ele se especializou: a transformação do leite in natura”, conta a diretora.
A RúmiCash é a primeira fintech a fazer este intermédio de crédito e adiantamento ao produtor de leite baseado na sua eficiência produtiva. A iniciativa pioneira fortalece toda a cadeia láctea, uma vez que os pecuaristas que se preocupam com o manejo adequado dos animais e a qualidade do leite são beneficiados com melhores condições da dívida, e os que precisam de melhorias se sentem incentivados a buscar por elas. Tais ações, além de terem relevância para o crédito, interferem positivamente na qualidade do leite processado pelos laticínios, gera maior lucro para o produtor por litro de leite comercializado, e agrega valor nutricional aos produtos lácteos que chegam à mesa do brasileiro. É o crédito fazendo a diferença em todos os elos da cadeia de leite!

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