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Terça-feira, 02 de março de 2021

Vale a pena o investimento para a propriedade rural?

Drone pode agilizar processos simples do dia a dia

Nos últimos anos o uso dos Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT), popularmente chamados de drones, vem se intensificando, inclusive tem se tornado mais uma tecnologia utilizada nas propriedades rurais.

O uso pode ser feito tanto na agricultura - auxiliando principalmente na agricultura de precisão com o monitoramento da lavoura, como na pecuária.

O engenheiro agrônomo Pellisson Kaminski comenta que o drone é uma ferramenta que pode ser útil ao produtor rural, mas que conhecimento é importante. “Geralmente é vendida uma imagem do drone com muita facilidade, fazendo com que o produtor pense que ao comprar um drone ele vai ter uma imagem perfeita, enxergando muita coisa na lavoura. Realmente, ele consegue enxergar, mas o pessoal esquece que há um processamento, existe um meio nesse ponto. Tem a coleta de dados, é preciso processar esses dados para extrair a informação e depois fazer uma análise”, ressalta. Em pequenas áreas, o produtor rural, com o conhecimento que ele tem da sua área, até pode fazer um diagnóstico simples. Mas em grandes extensões, deve ser feito o processamento dos dados da imagem para chegar a um diagnóstico preciso e haver uma tomada de decisão assertiva.

Além disso, Kaminski complementa que não é porque o produtor tem drone que ele não precisa mais ‘sujar a botina’. “O que acontece muitas vezes é que o drone muda a ótica. Enxerga-se de uma forma mais macro. Localizado o problema, o produtor precisa ir até lá para fazer o diagnóstico. Precisa ir a campo, sujar botina, ver o que está acontecendo. Chegando lá é que o produtor vai ver se é doença mesmo, se é deficiência nutricional, ou praga e o que pode ser feito”.

Quanto ao custo-benefício, o agrônomo explica que “existem drones de R$ 1.000,00 a R$ 200.000,00. O que o produtor precisa saber mesmo é identificar a sua necessidade. O importante é saber adequar o equipamento e pensar numa relação custo-benefício”.

Ele complementa ainda que o produtor não deve sempre “gourmetizar” o uso do drone. “Se o produtor tem uma noção da área e tira uma foto, mesmo que seja panorâmica - não outogonal - e não passe por um processamento de dados, ele pode ter uma noção muito boa do tamanho do dano do problema que ele pode ter no momento. E dá para utilizar o drone em outras atividades do dia a dia da propriedade. Por exemplo, esse ano eu comecei com plantio de HF e eu precisava devolver as bandejas, mas algumas ficaram perdidas no campo. Ao invés de eu ficar rodando para achar, eu voei com o drone, localizei todas elas e fui buscar nos pontos corretos. Essa é uma utilização extremamente simples. Na pecuária dá para localizar um animal morto, por exemplo, fazer a contagem de animais, vistoria nos piquetes, vistoria de cerca, entre outras coisas que facilita muito a vida do produtor”, observa.

Conhecimento em ação

O produtor rural em Guarapuava Rafael Majowski começou a utilizar o drone na agricultura após fazer o curso de Operação de Drones, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ofertado pelo Sindicato Rural de Guarapuava. “O drone tem nos fornecido uma resolução de imagem muito melhor do que as imagens de satélite. Também a questão da frequência de imagens. Com o drone, conseguimos escolher melhor os dias que queremos as imagens. Ainda não temos muita experiência, mas tem nos ajudado bastante. Um exemplo prático, recente, foi o monitoramento das lavouras de milho e o impacto da cigarrinha dentro dos talhões. Com as imagens do drone, conseguimos ter uma real dimensão do estrago, em quais talhões a situação era pior, inclusive para a tomada de decisão na antecipação da colheita. Ao meu ver é uma ferramenta bem útil”, conclui.

 

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