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Grupo Pitangueiras

Terça-feira, 02 de março de 2021

Tomate tem se mostrado viável como opção de diversificação na propriedade rural

Apostar na diversificação de atividades pode ser uma boa alternativa para melhorar a rentabilidade de uma propriedade rural. Na região de Guarapuava, o cultivo de hortifruticultura, chamado popularmente de HF, tem crescido timidamente.

Mesmo sendo uma região mais fria, o tomate tem conquistado alguns produtores da região, que vêm cultivando o fruto já há algum tempo. Marcos Majowski é um desses produtores, que na região de Campina do Simão, por meio do Condomínio Germania (grupo de seis produtores), vem apostando na cultura desde 2013. Neste ano, foram 24 hectares plantados. A colheita começou no início de fevereiro e a expectativa é terminar em abril. “Este ano a principal dificuldade até o momento foi o excesso de chuva/falta de luz, acarretando em maiores gastos em defensivos e redução de rendimento, devido à diminuição de pegamento e calibre dos frutos. Comparando com o ano passado (clima seco e com produtividade recorde) com esta safra (clima úmido), teremos uma diminuição acentuada no rendimento da cultura. Estimo menos 30% na produtividade este ano”, conta Majowski.

Para o produtor, ao longo das oito safras desde 2013, o cultivo do tomate ficou mais fáci,l devido às experiências adquiridas ao longo do tempo. “O tomate tem algumas particularidades. Primeiro que ele é muito sensível à falta de água. Temos irrigação desde o início do cultivo e é feita 100% através do sistema de gotejamento. Outra particularidade é a alta demanda de mão de obra. São de 3-5 colheitas na mesma área”.

Sobre o mercado, Majowski comenta que no momento os preços são considerados médios - R$30,00/caixa, com tendência de aumento para as próximas colheitas. “Temos que aproveitar as épocas de comercialização com históricos de preços melhores. Normalmente, em março e abril temos uma elevação nas cotações”, comenta.

O Condomínio Germania produz atualmente cebola, alho, cevada, tomate rasteiro, abóbora cabotiá, beterraba, soja e feijão. De acordo com Majowski, cada cultura vem pagando seus custos.

Outro produtor que cultiva o tomate é Harry Mayer. Na propriedade, no distrito de Entre Rios (Guarapuava-PR), a área atual do fruto é de 32 hectares. Já fazem 10 anos que o produtor aposta na cultura. “A média de produção ao longo dos anos tem variado bastante, sendo de 60 a 70 toneladas por hectare”, comenta.

Segundo Mayer, o investimento do tomate, atualmente, gira em torno de R$ 50 mil reais por hectare. Além do tomate, o produtor planta cevada, trigo e cebola. “O custo do tomate tem se pagado ao longo dos anos pela própria cultura do tomate”, diz.

Para o produtor, as principais dificuldades da cultura são o controle de doenças, principalmente requeima e bacteriose, além do mercado instável. “Mercado de HF é muito volátil, de altíssimo risco. Varia muito de acordo com a oferta e demanda diária. Não existe um padrão. Hoje o preço pode estar bom e amanha péssimo”, observa.

Tomate em números

Segundo o Núcleo Regional de Guarapuava da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), a 1ª safra do tomate teve uma área plantada de 110 ha, com estimativa de produção inicial de até 7370 toneladas. Até o dia 27 de janeiro, em boletim divulgado pela secretaria, 25% da área já estava colhida. Para segunda safra na mesma região estão estimados mais 10 ha de área plantada, com produção inicial estimada em até 575 toneladas. O rendimento esperado chega a 60.000 kg/ha.

Já no Paraná, a área da primeira safra do fruto é de 2.263 ha e na segunda safra 1285 ha. Produção estimada da primeira safra é de 133.747 toneladas e para segunda safra este número pode chegar até 86.736 toneladas.

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