Sindicato sedia treinamento da Adapar sobre fiscalização de fertilizantes e sementes
O Sindicato Rural de Guarapuava recebeu nesta terça-feira (7) um treinamento sobre as alterações na legislação de fertilizantes, sementes e mudas, promovido pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).
De acordo com o chefe da Divisão de Fertilizantes da Adapar, João Paulo Soares das Neves, o objetivo do treinamento é apresentar as alterações que a legislação de fertilizantes teve ao longo dos anos, a chamada Lei do autocontrole, que delega aos agentes privados (indústrias, importadores, exportadores) a responsabilidade técnica sobre a qualidade, segurança e sanidade de seus produtos.
“Falamos com os fiscais para que eles adotem os procedimentos corretos com relação a essas alterações e procedimentos fiscais no dia a dia da fiscalização de fertilizantes. Eles precisam dessa atualização para exercerem a sua atividade corretamente conforme a legislação”, destacou Neves. Cerca de 15 fiscais participaram do curso, que está ocorrendo também em outras regionais.
Além das novas instruções sobre fertilizantes, também foram esclarecidas dúvidas e apresentadas as últimas legislações de sementes e mudas. Conforme a chefe da Divisão de Sementes e Mudas da Adapar, Camila Roberta, esses treinamentos ajudam a garantir uma homogeneidade em relação ao trabalho dos servidores fiscais em diferentes regiões.
“Nós temos bastante problemas com sementes piratas e sementes de baixa qualidade. O objetivo é que os fiscais busquem fazer uma fiscalização e estabelecer treinamentos com comerciantes que talvez trabalhem com essas sementes, para que eles estejam cientes do problema e conscientizar os comerciantes para que o produtor rural não seja penalizado quando ele compra uma semente de baixa qualidade”, afirma.
Ainda segundo Camila Roberta, em 2025, dentre os lotes de sementes fiscalizadas pela Adapar, 35% apresentaram irregularidades. “Nosso objetivo é que em 2026 esse número seja menor e que, a cada ano, a gente diminua essa quantidade de sementes irregulares”, finaliza.