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Terça-feira, 02 de março de 2021

O tempo virou!

O ano de 2021 começou surpreendendo em relação às condições do tempo no Brasil. No Paraná, se em 2020 o assunto no campo era a estiagem, no primeiro mês do ano novo, as nuvens trouxeram, para algumas regiões como a de Guarapuava, um volume de chuvas que seria impensável até poucas semanas antes de ocorrerem – sem contar alagamentos que também foram registrados em algumas outras cidades paranaenses e também catarinenses.

O que o produtor rural viu nas lavouras o SIMEPAR confirmou em números. Os mapas pluviométricos mensais, com dados das quatro semanas anteriores, mostram que o tempo virou.

Outubro – Houve chuvas abaixo da média histórica em quase todos os municípios do Paraná. Apenas em Antonina, no litoral, ocorreu um aumento das precipitações, de 43,8 mm: no total, 241,2 mm para uma média mensal de 197,4 mm. Já nas regiões sul, sudoeste e maior parte do centro-oeste, oeste e metade sul do setor noroeste, houve anomalia de chuva negativa, com volumes de mais de 100 mm.

Novembro – Chuva acima da média no sul e no leste do Paraná.

Dezembro – A tendência se intensificou: chuva mensal novamente acima da média em praticamente todo o estado. Na região norte, alguns pontos tiveram menos precipitações, como em Londrina, com 138,8mm, frente a uma média histórica de 170,1mm. Já entre os locais com mais precipitações do que o normal, o SIMEPAR destaca Guaratuba (481,6 mm), Cambará (300 mm) e Guarapuava (294,8 mm).

Janeiro – De novo choveu mais do que a média em praticamente todos os setores do Paraná. A causa, segundo o SIMEPAR, foi um corredor de umidade desde o Norte do Brasil, bastante persistente na última quinzena do mês, que favoreceu a ocorrência de chuvas quase que diárias. Nas regiões noroeste, oeste, sudoeste e litorânea paranaenses, algumas cidades tiveram anomalias positivas acima dos 180 mm.

FAPA

Com 240 mm de chuva, janeiro superou média de 192,8 mm

Assim como em várias regiões paranaenses, Guarapuava também viu a ocorrência de chuvas volumosas em janeiro de 2021. A Estação Meteorológica da Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (FAPA), situada na sede da instituição, na Colônia Vitória, no distrito de Entre Rios, registrou neste primeiro mês do ano 240 mm, o que ultrapassa a média histórica de 1976 a 2021, que é de 192,8 mm. Os números vão além dos verificados no período em 2020 (209,0 mm), 2019 (186,2 mm) e 2018 (218,6 mm). Ainda de acordo com o mesmo levantamento, a quantidade de precipitações medida na FAPA em janeiro já surpreendeu em alguns dos anos do histórico: 1995 (484,9 mm); 1990 (360,9 mm); e 2010 (311,0). Os menores volumes no primeiro mês do ano aconteceram em 1982 (81,7mm); 2004 (83,2 mm); e 1985 (99,0 mm).

 

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