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Lazinski apresentou tendências climáticas para a safra de verão 2021/2022

Lazinski apresentou tendências climáticas para a safra de verão 2021/2022

O agrometeorologista Luiz Renato Lazinski apresentou uma palestra online no dia 12 de agosto, promovida pelo BB Seguros do Banco do Brasil para produtores rurais, com o tema Tendências Climáticas. Ele pontuou as principais tendências do clima para o final do ciclo das culturas de inverno e ciclo verão 2021/2022.

A tendência para o Centro-Sul e Sul do Brasil é que continue a irregularidade de chuvas, com precipitações abaixo da média. Em compensação ao Norte, parte de Nordeste e Centro-Oeste do Brasil as chuvas devem continuar a ocorrer de forma distribuída e com boas precipitações. “Para o trimestre de outubro, novembro e dezembro a tendência é de que chova um pouco acima da média no Nordeste. Já na região Centro-Sul do Brasil a tendência é que chova entre a média e um pouco abaixo da média. E novembro, dezembro e janeiro a tendência é que chova mais ou menos na média e um pouco abaixo da média em alguns locais nesta mesma região, mas chovendo bem no Norte e Nordeste do Brasil”, detalhou.

A irregularidade de chuvas é algo que tem chamado a atenção e preocupado produtores rurais nas regiões Centro-Sul e Sul do Brasil nos últimos meses. Infelizmente, é um comportamento de clima que eles devem continuar esperando. “Este padrão de clima e chuva que temos observado ao longo desta última safra de verão e últimos meses não vai mudar muito. Vamos continuar com estas chuvas bastante irregulares, mal distribuídas e abaixo da média”, comentou Lazinski.

Ele exemplificou o que vem ocorrendo nestas regiões, com a estação meteorológica de Maringá na região Noroeste do Paraná. “Nos mapas de precipitação de Maringá podemos observar que, no mês de junho, a precipitação ficou na média. Mas se olharem o dia-dia da precipitação de Maringá, o que aconteceu? Choveu 40, 50 mm em um dia apenas, que foi dia 30 de junho. O mês todo ficou sem chover e choveu em um dia. Então as precipitações aqui no Centro-Sul estão com esse problema”.

Tendência de La Niña para os próximos meses

Lazinsk comentou ainda sobre a tendência de formação de fenômenos naturais para os próximos meses, que influenciam diretamente o clima nas regiões. O especialista comentou que a partir de agosto, as previsões já indicavam a formação do La Niña.

O La Niña é um fenômeno natural que, oposto ao El Niño, consiste na diminuição da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico Tropical Central e Oriental. “Com esta situação de La Niña, temos chuvas no Centro-Sul abaixo da média, veranicos mais acentuados. Por outro lado, temos uma situação bem mais favorável nas lavouras da região Nordeste, Norte, Centro-Oeste, onde as chuvas são bem mais abundantes”, explicou.

O agrometeorologista pontuou que o fenômeno estará bem configurado a partir do mês de outubro, com as águas do Pacífico mais frias. “Isto coincide com o início da nossa safra de verão. E para complicar, as águas aqui na nossa porta, no litoral do Sul e Sudeste, não esquentam. Frentes frias vão passar com fraca atividade. Mês de dezembro já terá o La Niña bem definido”.

A previsão, segundo ele, é que em janeiro o La Niña já comece a diminuir a intensidade. A partir de março é esperado que ele cesse, voltando para uma situação de neutralidade climática. 

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