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Grupo Pitangueiras

Terça-feira, 02 de março de 2021

Fazenda Vista Alegre inicia provas de avaliação genética

Com a valorização exponencial do gado e as grandes altas em insumos, cresce cada vez mais a necessidade da eficiência na atividade pecuária. Animais ruins de conversão alimentar, baixo ganho de peso diário ou conformação frigorífica fraca, podem facilmente consumir o lucro ou trazer prejuízo ao produtor.

            Embora muitos achem que a heterose (ganho genético que ocorre no cruzamento entre raças) seja suficiente para o melhoramento do rebanho, vale lembrar que ganho de peso, peso, carcaça, são características de alta herdabilidade, e que a heterose só é grande em características com baixa herdabilidade.

Logo, nessas características citadas acima, que são justamente as que trazem uma rentabilidade mais direta ao produtor, o ganho, apenas com a heterose, é baixo. E como são características de alta herdabilidade, é mais fácil garanti-las com a escolha de bons pais. Logo, a seleção de um touro com alto valor genético vai trazer garantia de bezerros pesados, precoces e bem acabados.

            Na escolha do reprodutor, animais bonitos, bem apresentados, muitas vezes não trazem o ganho genético esperado. Isso ocorre porque existem fatores ambientais envolvidos na questão morfológica. Muitas vezes o touro está bonito porque foi bem tratado, ou teve alto peso porque foi filho de uma vaca leiteira. Esse é o motivo que touros pesados e bonitos, às vezes, não têm boa progênie. Nesse caso, os seus atributos se referiam a fatores ambientais, não genéticos.

É um dos motivos que usar uma cabeceira de boiada como touro, ou até um touro sem seleção alguma, pode trazer atraso ao rebanho. Isso normalmente se percebe pela desuniformidade de bezerros. Alguns até são bons, mas na média não houve melhoramento algum.

            O objetivo de uma prova de avaliação genética é garantir, com números, quais são os animais de fato superiores em cada característica, e ter uma acurácia maior sobre a característica desejada a ser passada aos filhos.

            Com esse objetivo, a Fazenda Vista Alegre, localizada em Candói-PR, vem focando na seleção de touros e matrizes, baseada em provas de avaliação genética, Dep’s e utilização de marcadores moleculares. Há anos animais participam de provas em institutos de pesquisa pelo Brasil.

            Em 2021, o criatório começa a fazer a prova de avaliação na própria fazenda com todos os animais contemporâneos. As avaliações são comandadas pela Embrapa Gado de Corte de Campo Grande e pelo Geneplus.

 Em janeiro iniciou-se a prova com touros Canchim, nascidos em 2019. Na seqüência começarão as provas de avaliação de machos e fêmeas Canchim, Angus, Brangus e Senepol nascidos em 2020.  Ao todo, 100 animais serão avaliados.

            Na prova são avaliadas as características produtivas (peso, ganho de peso, conformação frigorífica), reprodutivas (CE, exames andro e ginecológicos), funcionais (aprumos, pêlo, umbigo) e de qualidade de carne (AOL, ratio, marmoreio, gordura).

            Com esses índices, podemos direcionar ao cliente animais com aptidão genética para aquilo que procura. Se quer produzir bezerros para venda, para terminar a campo, em confinamento, para programas de qualidade de carne. Ou ainda, se quer os melhores animais somando todos esses índices, os campeões de prova.

            Considerando tudo isso, criou-se em 2021 o CAMA (Centro de Avaliação em Melhoramento Genético), primeiramente com o objetivo de avaliar todos os animais nascidos no criatório, nas quatro raças. E futuramente, com a possibilidade de prestar serviço a terceiros nessas avaliações. É o primeiro centro de avaliação com esse tipo de prova no Paraná e um dos primeiros do país.

            Ao fim de cada prova, serão ofertados esses animais avaliados no mercado, para continuar atendendo os clientes, cada vez de forma mais assertiva com suas demandas.

           

Bento da Vista Alegre: Campeão da Prova do CAR de Sertãozinho/SP

            A Fazenda Vista Alegre, Canchim Tarumã, fez o campeão do CAR na prova nacional realizada pelo Insitituto de Zootecnia de Sertãozinho. Bento foi o melhor índice do CAR da prova 2.

            O CAR, consumo residual, faz uma relação do ganho de peso do animal no período e seu consumo. Os animais foram submetidos a 180 dias de provas e avaliações. Ao fim, foram identificados os melhores animais. Esse índice é importantíssimo pra definir animais que são eficientes do ponto de vista alimentar.

            Bento está em coleta na Central Bela Vista, em Botucatu SP, e em breve terá disponibilidade de sêmen.

            É o quarto animal Canchim Tarumã campeão nessa prova nacional. Taura, Urso e Xororó foram campeões nas PCAD’s de 2014, 2015 e 2017.

 

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