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Grupo Pitangueiras

Segunda-feira, 09 de março de 2020

Fazenda Cristal: eficiência no sistema de produção

O pecuarista João Arthur Barbosa Lima está na atividade de bovinos de corte há mais de 25 anos. Ao longo do tempo, na Fazenda Cristal que possui 220 hectares, com 32 hectares destinados à pecuária de corte, ele vem melhorando o sistema de produção, conseguindo bons índices de produtividade e qualidade de carne, se tornando uma das referências na região.

O sistema de produção é o semi-confinamento. Sua média é de 15 animais/hectare, enquanto a média nacional é apenas de quase 1 animal/hectare. Cooperado da Cooperaliança Carnes Nobres, ele conta que para 2020 sua escala de entrega será de 1.020 animais, o que dará praticamente uma carga por semana.

Para ele, tudo começa no alimento do animal. Investir em pastagem e alimentação de qualidade tem sido sua prioridade. Os 32 hectares destinados à pecuária são divididos em 12 talhões, com diferentes tipos de forrageiras e milho para produção de silagem.

Buscando mostrar aos seus colegas de atividades que é possível sempre melhorar e que pequenas modificações podem fazer diferença no resultado final, Lima juntamente com o engenheiro agrônomo Celso Roloff, promoveram um dia de campo, em 12 de fevereiro. “A intenção foi mostrar os diferenciais que temos aqui e eles levarem para propriedade deles. É fácil melhorar. É só querer. E hoje com estas pastagens, na mesma área, dá para dobrar o rebanho para até mil animais. Se eu consigo, outros pecuaristas também conseguem”, afirma Lima.

Um giro pela propriedade foi realizado pela manhã, com algumas paradas, mostrando as diferentes forragens implementadas na propriedade, o manejo e alguns detalhes dos confinamentos.

“Aqui na propriedade, temos algumas variedades de pasto que outros pecuaristas ainda não utilizam, como o capim-elefante roxo (cameroon), Kurumi, a Missioneira Gigante. São 12 talhões e cada um tem uma cultivar de forragem e um manejo diferente. Tudo para dar uma melhor alimentação para o gado de corte”, comentou Roloff, que presta assistência técnica na propriedade.

 

Capim-elefante cameroon e missioneira gigante

O professor da Unicentro, engenheiro agrônomo Dr. Sebastião Brasil, especialista em Forragicultura, esteve também presente e comentou brevemente sobre duas cultivares de forragem que não são usualmente implantadas pelos pecuaristas na região, mas que podem contribuir muito para uma melhor alimentação aos animais, tanto de leite, quanto de corte. “O capim-elefante é uma das forrageiras tops em termos de nutrição. A cameroon é uma das variedades. Ela já existe na região, mas todo mundo faz em escala pequena. São plantas exigentes em fertilidade. A qualidade varia muito em termos de ponto de corte ou pastejo. Quanto mais na ponta, mais proteína tem, chegando a 18% de proteína. Quanto mais passado, menos proteína, fica em torno de 10%. Para pastejo, não deve chegar mais que 1,20 metro. Como o João utiliza cortado no cocho, aí pode cortar um pouco mais alto. O segredo para capim-elefante, principalmente, para quem tem animal confinado, é jogar o esterco na área. Porque ele responde muito à adubação”.   

Já sobre a Missioneira Gigante, uma gramínea, produzida pela Epagri (SC), Brasil destacou que é uma variedade de forragem para áreas de sombra. “Ela pode ser plantada em áreas que não são aproveitadas, pois são áreas de reserva. Não é preciso fazer desmate para produzir, pois ela produz de forma consorciada e sustentável. Além de proporcionar uma área de bem-estar para os animais”.

Durante o dia de campo, também foram mostradas as variedades de milho que são usadas para produção de silagem, sendo elas: P4285, P3754pwv, P3565pwu,P3016vyhr e P2719vyh, todas da marca Pioneer.

 

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