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Paran Silos

Terça-feira, 28 de maio de 2019

Fazenda Capituba: planejamento estratégico garante rentabilidade

Assim que recebeu uma herança familiar, a administradora Renata Fonseca e o marido, Eduardo Fonseca, decidiram aceitar o desafio de investir no agronegócio brasileiro. A fazenda Capituba era composta da plantação de café e de um pequeno rebanho mestiço. Em 2006, produzia 50 litros de leite por dia. Com o baixo valor genético do rebanho e a falta de remuneração da atividade, os animais foram descartados. Um novo rebanho foi adquirido com nível bastante superior.

Na sequência, veio a aquisição de ordenha balde ao pé e o pequeno resfriador para os latões. A atividade prosperou e os investimentos, também, até a construção da sala de ordenha, Freestall, e, mais recentemente, um barracão de Compost Barn. São 98 vacas confinadas, produzindo, em média, 31,30kg de leite por dia. “Hoje, nossa atividade é focada na produção de leite de qualidade superior, sanidade, sólidos e, principalmente, na rentabilidade, possibilitando o desenvolvimento de nossos colaboradores através de remuneração justa”, afirma o proprietário da fazenda Capituba.

Para atingir resultados satisfatórios, os empreendedores decidiram estabelecer um plano genético para introduzir no rebanho características que garantissem rentabilidade e sustentabilidade do negócio. “Quando iniciamos o trabalho na fazenda, a primeira coisa que procuramos fazer foi entender de todo o processo da propriedade, como andavam os números reprodutivos e como era feita a escolha dos touros que a fazenda utilizava na inseminação artificial. Depois de bastante conversa, definimos junto o Plano Genético e, hoje, já estamos colhendo frutos desse trabalho”, explica o gerente regional da Alta em Itanhandu (MG) e consultor de genética da propriedade, Rodrigo Ribeiro.

Ainda segundo Rodrigo, o principal papel da Alta na propriedade é fomentar a lucratividade, a partir da genética de altíssima qualidade. “Estamos muito ligados aos números reprodutivos e de criação de bezerras. Desta forma, conseguimos planejar, executar e, o mais importante, medir o que estamos fazendo com nossas ferramentas para tomar as decisões mais assertivas”, completa.

A fazenda trabalha em três frentes distintas: produção, reprodução e genética superior, todas correlacionadas e ajustadas como plano genético apresentado e implementado pela Alta. O plano contempla 30 para produção, 70 para saúde e zero para conformação. Assim, a propriedade tem conseguido agregar ao plantel animais de genética superior, duráveis, além de altos índices de taxa de prenhez. “Decidimos focar em um plano com alta saúde e já conseguimos medir o ganho genético dos dois últimos anos. Os gráficos do Alta GPS mostram um ganho expressivo em relação aos anos em que ainda não havíamos definido um plano genético. Focar nesse plano genético específico para a fazenda nos ajudará a alcançar nosso objetivo mais rápido”, afirma.

Há um ano, a propriedade também utiliza o Alta Gestão, um programa exclusivo para clientes da Alta, que disponibiliza um moderno software de gerenciamento para os números reprodutivos. Segundo Eduardo, o programa possibilitou visualizar, principalmente, as falhas da propriedade. O número que mais chamou a atenção foi a taxa de prenhez. “Não tínhamos conhecimento dos números reprodutivos e o programa nos mostrou como era possível melhorar a taxa de prenhez. Em uma reunião com nosso veterinário, juntamente com o Rodrigo, definimos algumas estratégias na reprodução e, com um conjunto de outras ações, nossa taxa de prenhez saiu de 11%, 12% para a casa dos 20%. Com certeza, decisões mais acertadas, com essas ações tomadas, teremos um rebanho ainda mais produtivo no futuro”, finaliza Eduardo.

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