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Quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Cuidados com o uso de produtos com abamectina

Em 2020, o ativo abamectina passou pelo processo de reavaliação toxicológica. O intuito foi analisar o produto e verificar os riscos à saúde do trabalhador rural e consumidor final.

Nos monitoramentos mais recentes, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) declarou em seu site oficial, que avaliou a presença da abamectina em 8.498 amostras de 21 tipos de alimentos, coletadas desde 2013. Foi identificada a presença em apenas 0,3% das amostras, concluindo assim, que a presença de resíduos do composto está abaixo do nível de preocupação.

A Anvisa declarou ainda que a abamectina não apresenta características mutagênicas, carcinogênicas, tóxicas para a reprodução e nem teratogênicas (que causam malformação fetal).

A publicação da Resolução nº 442/2020, em dezembro de 2020, que pode ser conferida no site da agência, determinou que os fabricantes alterassem as bulas, implementando programas de boas práticas no manuseio e aplicação de produtos que tenham em sua formulação a abamectina. A intenção é minimizar os riscos do produto à saúde dos trabalhadores rurais e de pessoas próximas.

Algumas medidas preventivas também foram propostas, sendo elas: proibição das aplicações costal manual e motorizada e estacionária/semiestacionária em algumas culturas; inclusão da exigência de utilização de tecnologia de redução da deriva de pelo menos 50% para todos os tipos de aplicação tratorizada em todas as culturas; e inclusão da exigência de utilização de sistema fechado de mistura e abastecimento para aplicação aérea em todas as culturas, entre outras.

Treinamento de aplicação de abamectina

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) vem realizando treinamentos sobre a abamectina, a fim de disseminar as boas práticas de manuseio e aplicação de produtos que tenham o ativo.

Em parceria com o Sindicato Rural de Guarapuava, um treinamento foi realizado em Guarapuava, na sede da entidade, no dia 29 de novembro. O engenheiro agrônomo Liniquer Alto, do Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) foi quem conduziu as explicações.

Dentre as orientações, o agrônomo destacou que o mais importante é sempre ler a bula e seguir o que está indicado. “Eu indico sempre ler atentamente a bula, realizando a aplicação de acordo com as orientações que estão ali. Porque lá estão todas as informações de dose, uso do EPI, maneira correta de ser aplicada e culturas registradas. Independentemente do produto, é importante seguir as indicações da bula. As dúvidas surgem porque, infelizmente, as pessoas não leem”.

 

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