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Segunda-feira, 09 de março de 2020

Colheita em andamento aponta bons resultados

No levantamento da consultoria Safras & Mercado, no dia 10 de fevereiro, o Paraná havia colhido 7% da área de 5,5 milhões de hectares da safra de verão, contra 28% do ano passado e 15% da média para o período. No Brasil, naquela data, 15% da área estimada de 37 milhões de hectares já havia sido colhida.

Na região de Guarapuava, os dados da Seab, no dia 12 de fevereiro eram de 97% da área de 16.120 hectares de feijão; 10% da área de 52.700 hectares da área de milho e 5% da área de 285.130 hectares de soja.

Na Fazenda Rancho Alegre, em Candói, o proprietário Robson Lopes Araújo destinou 150 hectares para soja. Segundo ele, a cultura se estabeleceu normalmente, com pouca incidência de doenças. “Já tivemos problemas de mofo branco na propriedade, mas procuramos fazer a rotação de cultura com milho que utilizamos para silagem dos animais”.

Quanto ao clima, Araújo afirma que ele se comportou de forma excelente e proporcionou um bom desenvolvimento para soja na região. “Houve uma pequena estiagem depois de 15 dias do meu plantio, mas não chegou a afetar o desenvolvimento da cultura”.  A produtividade na propriedade foi de 90 sacas/há nos primeiros talhões colhidos. Na safra passada, o número foi de 74 sacas/hectares.

Também na região, a colheita de soja na Fazenda Capão da Lagoa (Guarapuava e Candói) iniciou no dia 9 de janeiro, isso porque o proprietário Cícero Lacerda plantou 95 hectares da cultura de uma variedade de ciclo precoce, divididos em três talhões. Nestas áreas,  logo em seguida foi plantado o milho safrinha. “A média de produtividade nestes três talhões foi de 4.040 kg/hectare”. Já a colheita de milho – primeira safra iniciou no dia 25 de janeiro. A área era de 115 hectares e a produtividade alcançou 13.200 kg/ha em alguns talhões e nos outros mais tardios, 14.500 kg/ha.

Em ambas as culturas de ciclo precoce, Lacerda conta que a incidência de doença foi muito baixa. “No milho eu fiz apenas uma aplicação de fungicida e na soja três”. Logo após a colheita de milho – primeira safra foi plantado feijão.

Nestas áreas de ciclos precoces, Lacerda disse não notar aumento de custo. “Eu até optei por fazer aplicação de fungicida de helicóptero, porque em conversa com meu agrônomo achamos mais eficiente do que com avião. O custo aumentou somente R$ 30,00 por hectare”.

A área de soja de ciclo normal foi de 940 hectares na Fazenda Capão da Lagoa e o início da colheita estava prevista para a primeira semana de março. “Nestas áreas tivemos pouca pressão de lagarta, praga, percevejo e doenças em geral. Porém, o custo foi mais alto, em média 15%, devido à aplicação preventiva de mofo branco, que foi identificado na propriedade. E também devido ao aumento do preço dos insumos e semente”. 

Nos municípios atendidos pela regional da Seab – Guarapuava a área destinada à soja nesta safra foi de pouco mais de 285 mil hectares. Esperava-se uma produção de 1.150.520 toneladas de grãos. Para o milho, na região de Guarapuava a área prevista pela Seab era de pouco mais que 58 mil hectares.

Aplicação com helicóptero

A aplicação de defensivos agrícolas com helicóptero começou a ser utilizada recentemente na região. A Fazenda Capão da Lagoa foi uma das propriedades a investir neste tipo de aplicação. Luiz Fernando Andrade, engenheiro agrônomo da propriedade conta que o helicóptero proporciona algumas vantagens em relação à aplicação com avião. “Uma delas é o controle da velocidade da aplicação, o piloto consegue controlar melhor.  Em certos momentos a velocidade pode ser de 30km/hora, quando que no avião é preciso manter a velocidade. Isso facilita a questão de bordadura, por exemplo, se tem uma área próxima a mata ou algum capão, ou se você tem dois capões e no meio tem um bico de lavoura. Com a baixa velocidade do helicóptero  a qualidade de aplicação é maior e consegue-se  aplicar em pontos que talvez com avião você não conseguiria ou o piloto teria que fazer uma manobra arriscada”. Outra vantagem ainda é a praticidade, já que o helicóptero não precisa de pista de pouso e pode decolar até mesmo do lado do campo, evitando deslocamento. Quanto ao custo, Andrade afirma que é maior, cerca de R$ 30,00 a mais por hectare em relação à aplicação com avião. “Mas como temos uma qualidade da aplicação maior, isso se paga”.

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