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Quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Colégio Agrícola oportuniza alunos a desenvolverem projetos de agropecuária

Alunos do Colégio Agrícola Estadual Arlindo Ribeiro têm a oportunidade, todos os anos, de desenvolver projetos práticos e apresentar durante a Feira de Ciências. O evento em 2022 chegou a 25ª edição. Todos os estudantes participam, desde os primeiros até os terceiros anos.

Nesta edição, a feira contou com 58 projetos. A atividade é o momento dos estudantes começarem uma jornada na iniciação científica, colocarem em prática a teoria aprendida em sala de aula e entenderem melhor como é a realidade do mercado de trabalho fora dos muros do colégio. “É uma atividade avaliativa e está prevista no projeto político-pedagógico. E nesse momento as portas da escola são abertas para a comunidade, autoridades, empresas, instituições de ensino superior. Isso permite que os alunos tenham este contato, desenvolvam uma comunicação mais adequada e entendam melhor como funciona o mercado de trabalho”, explicou o diretor da instituição de ensino, Piero de Souza Pinto.

 

Projetos desenvolvidos

 

Os projetos buscam soluções ou maneiras de otimizar atividades das mais diversas áreas da agropecuária. Os alunos do terceiro ano do Técnico em Agropecuária, Antônio Gabriel Leite, Maria Eduarda Folquenin, Carlos Emanuel Batista, Thaynara Caetano Nicolau e Anderson Gabriel Bissolotti desenvolveram um protótipo de sistema de irrigação automatizado, a princípio pensado para hortifruticultura, mas que se adaptado pode ser instalado em qualquer outra lavoura. “Nos baseamos no fato de que hoje, o produtor precisa sair da propriedade e deixar sua lavoura sendo irrigada. Com isso, muitas vezes a planta pode ter um excesso hídrico e prejudicar a cultura. Com a irrigação automatizada, o produtor pode sair tranquilamente, que a planta terá a quantidade ideal de água”, explicou Bissolotti.

O protótipo funciona através de um sistema que é comandado pelo arduino. Uma placa recebe o sinal do sensor e ele manda para o arduino, que vai para o relê. O relê envia o sinal para uma bomba de submersão e liga automaticamente o sistema de irrigação.

O grupo tem pretensão de levar o protótipo a campo, em uma lavoura real e assim entender a viabilidade econômica do projeto.  “A feira é uma oportunidade de colocarmos em prática nossos projetos, sendo eles viáveis ou não. Podendo testar o projeto temos noção do que é importante para a agricultura, para o produtor e se poderia dar certo”, comentou Bissolotti.

Outro projeto apresentado durante a 25ª edição da feira foi o site Fragum. A ideia dos alunos do segundo ano, Tiago Kovalski, Sabrina Machado Jareski, Fernanda Martins Antunes e Maria Helena Lopes foi catalogar as pragas e doenças, dando detalhes aos produtores dos sintomas de vários estádios fenológicos na cultura do morango e em várias fases de desenvolvimento da doença. O grande diferencial é que os alunos investiram em material visual para ficar mais claro ao produtor, os danos que elas podem causar. Com isso, o objetivo final é auxiliar na rápida identificação da praga e/ou doença e assim o produtor ter condições de combater de maneira mais rápida.

“Em nossas pesquisas notamos que outros sites tinham uma boa explicação do que eram as doenças e pragas, os sintomas, mas não tinham fotos para mostrar como eram. E sabemos que a parte visual faz toda a diferença. Prezamos por isso em nosso site”, explicou Kovalski. Caso o produtor não encontre a doença ou praga identificada no morangueiro, ele pode enviar uma foto e a equipe buscará identificar o que é. 

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