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Segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Agrohackathon chega a edição 2023 com inovação e empreendedorismo


Maratona tecnológica promovida pelo Sistema FAEP/SENAR-PR conta com rede social, pré-incubação para equipes vencedoras e expectativa de participação recorde

Um evento voltado à inovação e ao empreendedorismo não poderia ser realizado de maneira convencional. Para fazer sentido no seu conjunto, é necessário inovar também no seu formato. Esses são atributos no DNA do Agrohackathon, maratona tecnológica que chega à sua quarta edição em 2023, com muitas novidades. O Agrohackathon está alinhado o evento InovaçãoAgro, marcado para 23 e 24 de agosto, no Centro de Eventos Cidade dos Lagos, em Guarapuava, e que conta com apoio do Sistema FAEP/SENAR-PR.

A primeira inovação deste ano do Agrohackathon é a quantidade de cidades que participarão simultaneamente da competição. Desta vez, serão quatro polos: Curitiba, Pato Branco (Sudoeste), Assis Chateaubriand (Oeste) e Ibiporã (Norte). Os vencedores dessas etapas regionais, se encontram na capital do Estado para a grande final no dia 22 de setembro.

O termo “hackathon” é traduzido usualmente como “maratona de programação”. Trata-se de uma competição na qual equipes de participantes correm contra o relógio para encontrar soluções tecnológicas para determinado problema da vida real. No caso do Agrohackathon, o tema das dinâmicas da competição deste ano será: monitoramento da propriedade rural.

“Esse evento estimula as novas gerações a pensarem os problemas do campo e também elimina a distância que muitas vezes existe entre a pesquisa acadêmica e a realidade das lavouras. Para produzir bem, você precisa ter como norte a ciência e a pesquisa, por isso somos grandes entusiastas do Agrohackathon, pois estamos vendo que os cérebros do
futuro já estão sendo preparados”, afirma Ágide Meneguette, presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, entidade que participa do evento desde sua primeira edição, em 2018.

A expectativa da organização é que este ano a maratona tenha recorde de participação. “Nesta edição, esperamos que o número de participantes seja próximo a 240, superior ao número de 2022, quando tivemos 160 inscritos”, aponta o professor Gilson Martins, do Centro de Economia Aplicada, Cooperação e Inovação (CEA) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A inscrição é individual, mas a competição é entre equipes multidisciplinares formadas por estudantes de graduação e pós-graduação, alunos de escolas agrícolas, e profissionais do mercado. Cada equipe é formada por até seis integrantes e conta com um “mentor”, um profissional que conhece aquele setor-alvo da competição e coloca seu conhecimento à disposição da equipe para o desenvolvimento do projeto. Ao todo, está prevista a formação de 40 equipes, 10 em cada localidade.

Outra novidade do evento este ano é um acompanhamento especial destinado às equipes vencedoras após a competição, de modo a dar suporte para a continuidade dos projetos. “Nesta edição, teremos o processo de pré-incubação, para atacarmos a ausência de continuidade dos projetos dos anos anteriores. Vamos ter um período de seis meses com mentores para acompanhar as equipes vencedoras para ajudar aquele projeto a evoluir”, detalha Murilo Barghouthi, presidente da Cooperativa Agrociência, entidade responsável pela correalização do Agrohackathon desde o ano passado.

Conexões

A integração de tantos competidores exigiu mais uma dose de inovação por parte da organização do evento. Outra novidade deste ano é a presença de uma rede social exclusiva para os participantes. Ao entrar no site do Agrohackathon 2023 (agrohackathon.com.br) o usuário tem a opção de se conectar a uma comunidade virtual, em que estão os outros participantes da futura competição. Conforme o estudante se conecta com outros membros da comunidade, participa de grupos ou visualiza conteúdos, ele ganha pontos. “É um processo de ‘gameficação’ [transformação em jogo]. Somando pontos no perfil dele na rede social, ele mostra que já é um competidor habilidoso para participar da maratona”, explica Daniel Barboza, membro fundador e hoje gerente de tecnologia da informação (TI) da Agrociência Cooperativa. “Semana passada lançamos [na rede social do evento] a primeira ‘pílula de conhecimento’, que são pequenos cursos em vídeo para nivelar os participantes no que
se refere à inovação. À medida em que o participante assiste a essas pílulas, ele vai somando pontos no seu perfil na rede social. A ideia é premiar o usuário à medida em que ele for fazendo cursos e interagindo”, explica.

Segundo Barboza, a ideia da rede social surgiu dentro da cooperativa. “Começou com um experimento nosso para integrar os membros da cooperativa e criar um ambiente em que todos pudessem colocar suas habilidades e interagir, quase como um LinkedIn dentro da nossa intranet. Dessa forma, se aparece uma oportunidade, podemos mapear os talentos e aproximar”, descreve.

A atuação da Agrociência Cooperativa, aliás, é emblemática no Agrohackathon. “Trata-se de uma cooperativa de estudantes. Em 2020, propus para uma turma da universidade, como atividade final, fazer um projeto para uma cooperativa estudantil. Os alunos trabalharam esse tema e na sequência me levaram uma proposta para tirar aquele projeto de cooperativa do papel. Hoje, ela é uma cooperativa funcional, devidamente registrada, que tem como objetivo aproximar o estudante do mercado de trabalho, por meio de projetos e outras iniciativas”, descreve Martins, da UFPR.

O próprio modelo do Agrohackathon influenciou a criação da cooperativa, que agora completa esse círculo, influenciando a concepção do evento. “O hackathon sempre promoveu a inovação. Quando fomos montar a cooperativa, essa inovação também estava presente. Foi inovadora pois nunca houve uma cooperativa de serviços que envolvesse universitários”, aponta o presidente da cooperativa. “Hoje, quando fazemos
uma dinâmica interna, contamos com todo um escritório de inovação que vai validar se aquele negócio é escalável, se trará impacto. O mesmo processo do Agrohackathon acontece na nossa cooperativa”, completa Barghouthi.

Parceria

O Agrohackathon é uma iniciativa do Centro de Economia Aplicada, Cooperação e Inovação (CEA) da UFPR, realizado de forma conjunta pelo Sistema FAEP/SENAR-PR, Agrociência Cooperativa e Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Prestam apoio ao evento o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Central Sicredi PR/SP/RJ, seguradora BB Seguros, Banco do Brasil, Box Group Cibersegurança, Softfocus e a Agência de Cooperação Alemã (GIZ), por meio do Programa Euroclima +.

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