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Paran Silos

Quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Produtores devem ficar atentos à raiva bovina

Focos da doença foram identificados em Prudentópolis (PR)

A Raiva Bovina, teve focos confirmados na região de Guarapuava em setembro, no município de Prudentópolis (aproximadamente 70 km de Guarapuava). Até o dia 8 de outubro, foram 11 focos positivos de bovinos e ovinos para a doença.

A supervisora regional da Adapar, Márcia Maria Zago conta que a partir do primeiro caso positivo, foi trabalhado o controle da doença num raio de 12 km das propriedades onde foram detectados animal doente ou morto pela Raiva. “Há o trabalho de investigação de outros focos e reforço na vacinação, no caso daqueles animais que não foram vacinados. Não são avaliados só os bovinos, mas também ovinos, equinos, caprinos e todos os mamíferos domésticos”.

A vacinação contra Raiva é o principal meio de prevenção contra a doença. “A vacina é válida por um ano. Se é a primeira dose na vida do animal, em 21 dias precisa repeti-la”, explica Márcia.

Além da vacina, é importante que o produtor rural notifique a Adapar imediatamente, caso suspeite que algum animal esteja contaminado ou que tenha morrido pela Raiva. “Se o produtor observar os  sintomas, não deve entrar em contato com esse animal, não manipular, principalmente, não deve ter contato com os fluidos dele. E deve procurar o quanto antes o veterinário ou a Adapar para confirmar se é Raiva ou não. A Adapar coleta o exame para confirmação de forma gratuita. É importante notificar porque é uma zoonose (doença que pode ser transmitida aos seres humanos pelos animais)”.

 A raiva é uma doença infecciosa causada por um vírus que afeta o sistema nervoso. A transmissão da raiva ocorre através da saliva de um mamífero infectado, sobretudo através da mordedura de animais. Os principais sintomas da Raiva Bovina são: mudanças de hábitos dos animais, mugido rouco, aumento do volume e presença de espuma na saliva, andar cambaleante, paralisia dos membros posteriores e evolução para paralisia dos anteriores, fezes secas e escuras, entre outros. A Raiva em qualquer mamífero, geralmente, é fatal.

Controle dos morcegos

Márcia atenta também que é importante fazer o controle correto dos morcegos (principais transmissores da Raiva) pelo órgão veterinário responsável, que no Paraná, é a Adapar. “Em relação aos morcegos há dois tipos deles: o hematófogo, que suga o animal, e existem os morcegos que se alimentam de frutas e insetos. Se o produtor notar animais que foram sugados, que houve mordedura de morcego, então há um abrigo na propriedade ou próximo a ela. Isso deve ser comunicado à Adapar. O produtor não deve ir por conta própria e matar estes morcegos, não deve pegar neles ou mexer no abrigo, porque esses animais podem estar contaminados com raiva”, detalha.

 Além disso, se houve mordedura em animais na propriedade, o produtor pode ajudar no controle correto dos morcegos com a pasta vampiricida, aplicando o produto ao redor da mordedura.

A Adapar cadastra os abrigos de vampiros, quando o produtor notifica a presença deles. Este trabalho é realizado desde 1980 na região de Guarapuava. Com este monitoramento e verificando a presença de vampiros hematófogos, já se inicia o trabalho de prevenção da raiva. Só neste ano, até o mês de julho já foram controlados de forma legal mais de 200 abrigos na região.

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