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Segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Pequenos produtores regionais participam do dia de campo sobre a Tecnologia de Produção do Feijão

O Sindicato Rural de Guarapuava, na última quinta-feira (08), esteve presente no Dia de Campo Regional sobre a Tecnologia de Produção do Feijão. O evento é uma iniciativa do Projeto Grãos Centro-sul Feijão e Milho, promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná - IAPAR - EMATER (IDR-Paraná). A proposta é incentivar o processo de crescimento dos produtores e aumentar a produtividade por meio da aplicação de rendimento nas culturas, aproximando o agricultor da tecnologia, da assistência técnica e das boas práticas agrícolas que contribuem para a preservação ambiental e segurança alimentar.

Como objetivos específicos do Projeto Grãos, estão atingir produtividades médias em Unidades Demonstrativas de Feijão superiores a 2.700 kg/ha, com base em uma tecnologia mínima e adequada ao sistema predominante, e, profissionalizar dois mil produtores participantes dos grupos de resultados do projeto. O evento aconteceu no Polo de Pesquisa e Inovação do IDR, Estação de Guarapuava, e segundo o médico veterinário e coordenador dessa área, Celso Fernando d'Oliveira, estiveram presentes cerca de 150 produtores da região centro-sul do Paraná.

Durante o período da manhã, foram ministradas palestras sobre o manejo da cultura do feijão do plantio à colheita, adubação do feijoeiro, importância do uso de sementes de qualidade, e MIP - Manejo Integrado de Pragas. No período da tarde, os participantes se dividiram em grupos e as atividades passaram a acontecer em cinco estações no campo, com os temas de Cultivares de feijão do IDR, Cultivares da Embrapa, Experiências Práticas do Manejo da Cultura do Feijoeiro, Inoculação e co-inoculação de semente de feijão, e, Redução de Perdas na colheita.

De acordo com a Embrapa, 70% dos brasileiros consomem feijão diariamente, e cada pessoa, em média, 15,3 quilos por ano. O feijão é uma leguminosa cultivada por pequenos e grandes produtores, e o estado do Paraná é considerado o maior fornecedor de feijão do Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019. Entretanto, nem todas as regiões do país comem feijão do mesmo jeito, e essa foi uma das recomendações tratadas no dia de campo. O engenheiro agrônomo Antonio Marques de Sousa Neto explica que apenas 26% do mercado nacional consome feijão-preto. “Quem domina os índices de consumo é o feijão-carioca com 64%, enquanto os 10% restantes comportam outras variedades da leguminosa”.

Outras características importantes, tratadas em relação a melhores resultados na produção do feijão, são o uso de sementes certificadas, o manejo correto do solo, da água e de agroquímicos, informações que podem ser consultadas pelos produtores por meio dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural. "Feijão não se planta sem tratar a semente", diz Marques. Segundo o agrônomo, o tratamento contribui para o melhor estabelecimento da planta na lavoura, porque preserva o potencial genético da semente e acelera o seu rendimento mesmo em épocas mais sensíveis, envolvendo, por exemplo, o clima, situação que não pode ser controlada.

O dia de campo se encerrou com muitos conhecimentos compartilhados e uma visão diferente para os produtores que muitas vezes mantinham técnicas antigas e acabavam perdendo boa parte da produção. O produtor rural de Candói Mauri de Souza conta que planta feijão desde menino. Ele tem uma propriedade de cinco hectares e geralmente planta milho, em seguida faz silagem e então segue para o feijão. Entretanto, sempre utilizou a semente salva, passada de geração em geração, e por conta disso acabou tendo apenas dois anos de bons resultados. "Com as informações recebidas nesta palestra, vamos tentar fazer as recomendações. É um pouco difícil mudar tudo, por isso tem que ser aos poucos, mas é importante para melhorar os resultados", relata Mauri.

 

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