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Segunda-feira, 24 de junho de 2019

Os passos a serem observados no plantio do pomar de pecã

Engenheiro Agrônomo MSc. Julio Cesar F. Medeiros – CREA 15.364-D - jmedeiros@pannet.com.br

Responsável Técnico Viveiros Pitol - Pitol Assessoria Rural

 

Após a escolha da área para implantação do pomar, os próximos passos são a escolha das variedades, a definição do espaçamento entre plantas e distribuição espacial das mudas, para, em seguida, ser realizada a demarcação e preparo das covas, culminando com o plantio.

Conforme dito em artigo anterior, as mudas devem ser selecionadas com critério, originárias de viveiro idôneo, reconhecido pelo mercado, e com Registro no RENASEM – Registro Nacional de Sementes e Mudas – do Ministério da Agricultura.

As variedades que o Viveiro Pitol disponibiliza são a Barton, de ciclo precoce, a Importada e Imperial, de ciclo médio, e a Melhorada, de ciclo tardio. É imprescindível que sejam implantadas no mínimo três variedades em cada pomar, pois a nogueira depende de polinização cruzada entre as cultivares, uma vez que a autopolinização é muito baixa.

 O espaçamento a ser utilizado deverá considerar o tipo de pomar a ser implantado, se solteiro ou consorciado com pecuária. Para pomares solteiros recomendamos trabalhar com espaçamentos que podem variar entre 10/10, 10/12 ou 12/12 metros entre plantas. Para pomares consorciados com pecuária este espaçamento inicia em 12/12 metros, podendo ser maior.

Outro aspecto fundamental a ser observado é quanto à dimensão das covas, que deverão ter profundidade mínima de 80 centímetros e largura mínima de 60/60 centímetros, de modo que possam acomodar adequadamente o sistema radicular das mudas, sem enovelamentos, que prejudicariam sensivelmente o desenvolvimento das plantas.

As variedades escolhidas deverão ser distribuídas por linha de plantio. Isto irá favorecer o escalonamento das práticas de manejo do pomar e da colheita, uma vez que apresentam ciclos diferentes entre si. A distribuição também deverá levar em conta a polinização cruzada, uma vez que esta depende do deslocamento dos grãos de pólen pelo vento. De acordo com o formato e tamanho do pomar, esta distribuição irá sofrer adaptações, mas sempre com as variedades distribuídas por linha ou, eventualmente, ser for uma área pequena, que não distancie demasiadamente as variedades por talhão. Isto se deve ao fato de que o grão de pólen se desloca com segurança até uma distância de 30 metros em um pomar. Assim, as variedades devem ter no mínimo esta proximidade entre si.

As covas, previamente preparadas e adubadas com composto orgânico e calcário, conforme análise de solo, se necessário, deverão ser reabertas na profundidade suficiente para acomodar adequadamente as raízes da muda. Caso não tenha sido adubada previamente, o mais seguro é realizar a adubação no entorno da muda, para evitar riscos de não pegamento. Após acomodada na cova, a raiz deverá ser coberta com terra e compactada levemente com os pés. Na sequência, deverá receber de 10 litros de água, que deverá infiltrar completamente no solo antes de completar o enchimento da cova com o restante de terra, de modo que seja eliminado o ar contido no solo, o que pode ser observado pelas bolhas de ar formadas. Então, deve ser completado o restante da cova, compactando novamente.

Importante: a muda deverá ser coberta com terra numa altura de 5 a 8 centímetros acima do ponto em que estava enterrada no viveiro, pois o solo sofrerá uma compactação natural nos primeiros dias após o plantio. Caso esta providência não for adotada, esta compactação pode expor o colo da muda, local situado entre o caule e a raiz. Ao ser exposto este ponto, que estava coberto anteriormente no viveiro, o local poderia sofrer queimaduras pelos raios de sol, provocando riscos de morte da muda.

Em seguida, deve ser colocada mais uma quantidade próxima a 10 litros de água na cova. O cuidado segue com as irrigações pós-plantio, que deverão ser realizadas sempre que não ocorrerem chuvas regulares, particularmente na primeira primavera-verão.

Outra providência importante é o tutoramento da muda, necessário para mantê-la ereta, protegida da ação do vento.

Juntamente com as mudas, os clientes do Viveiro Pitol recebem um Caderno de Campo com todas as instruções a serem observadas no plantio, além de outros cuidados posteriores.

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