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Grupo Pitangueiras

Quarta-feira, 04 de setembro de 2019

Curso de poda orientou pecanicultores

O Sindicato Rural de Guarapuava, em parceria com o Serviço Nacional de aprendizagem Rural (Senar), sediou nos dias 1 e 2 de agosto, o curso de Poda de Nogueira Pecã. O instrutor foi o engenheiro agrônomo Jonas Janner Hamann.

O curso surgiu a partir da demanda de pecanicultores da região, entre eles Geraldo Ceccon, que possui um pomar de quase duas mil mudas na Vila Jordão, em Guarapuava. “Eu conheci o Jonas em um curso que participei em Cachoeira do Sul no ano passado. A partir de então, vi a necessidade de trazê-lo para a região. Temos carência de informação sobre a pecã e a poda é uma das partes mais importantes para o desenvolvimento da planta. Quando a cultura não desenvolve, o pessoal acaba desistindo do plantio e sem conhecimento não há desenvolvimento em qualquer atividade”.

O instrutor Jonas Janner Hamann reside em Santa Maria do Oeste e presta assistência técnica para pomares de Nogueira Pecã de diversos lugares do Brasil. Segundo ele, a poda é muito importante porque a nogueira pecã é uma cultura perene. “A mesma árvore vai ser cultivada comercialmente por até 50 anos, então a poda é realizada para ter uma produção contínua e equilibrada”, explica.

Hamann complementa que a nogueira pecã tem alternância de produção. Em um ano ela pode produzir 20 quilos e no outro pode produzir 5 quilos. “Existe uma alternância de produção muito forte e a poda equilibra esse fator. Quando realizamos a poda, estimulamos o crescimento de ramos e folhas e não temos uma super produção de 20 quilos e nem uma baixa produção de 5 quilos. A poda possibilita que eu tenha uma média de 12 a 15 quilos e de forma constante”, observa.

Segundo o agrônomo, a poda é importante desde o momento do plantio até o ano 20 ou 30. Independente da idade, mas enquanto o pomar for produtivo, a poda deve ser feita anualmente, no mês de julho ou agosto, quando chamamos de poda seca e nos meses de novembro e dezembro complementamos com a poda verde. “As ferramentas utilizadas são muito simples nos primeiros anos. Utiliza-se a mesma tesoura de poda da maçã e citrus. A partir do quarto ou quinto ano, como ela é uma planta adulta, com até seis metros de altura, temos que usar a tesoura com extensor”, orienta Hamann, ressaltando que, no momento da poda, o produtor deve observar a qualidade da muda. “Ele precisa de uma muda boa, com diâmetro adequado. A intensidade da poda vai ser regulada de acordo com o diâmetro da muda. Se é muito fina, nem deveria ter sido comprada, mas se foi comprada, deve podá-la bastante, tipo 50%. Mas se a muda tem um bom diâmetro, deve podar 1/3, executando de forma normal”.

Outro participante do curso foi Rudinei de Col, morador de Palmas, com pomar de nogueira pecã em Chopinzinho. Apesar de já estar na atividade há nove anos, ele achou o curso importante. “O grande problema que eu tive foi a falta de informação. O pomar já está em produção, mas poderia estar produzindo bem mais. Cometi erros no manejo por não obter informações previamente. Um dos maiores erros foi que fiz apenas duas podas. Agora aprendi que a poda deve ser realizada anualmente. Pretendo implantar mais mudas e, com estas informações que obtive no curso, com certeza, vamos produzir antes e em maiores proporções”.

O produtor rural Marlon Siqueira, com pomar no distrito de Entre Rios, em Guarapuava, acredita que a partir das informações obtidas no curso poderá acertar o manejo e aumentar a produtividade de seu pomar. “Ainda dá tempo de corrigir os erros que cometemos no manejo das plantas, tanto nas adultas, como nas reposições de mudas. Eu fiz as podas, mas tinha dúvidas. Já havia lido o livro do Jonas, mas por meio do curso, tendo esse contato com ele, esclareci todas as minhas dúvidas. Foi ótimo”, elogiou.

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