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Paran Silos

Sexta-feira, 10 de maio de 2019

Curso aborda meliponicultura

O Brasil conta com aproximadamente 250 espécies de abelhas pertencentes à tribo Meliponini, chamadas popularmente de abelhas sem ferrão. Algumas destas espécies são criadas para a produção de mel para fins comerciais ou consumo próprio.

Dentre as capacitações que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) oferece, está o curso de Trabalhador na Apicultura - abelhas indígenas sem ferrão. O Sindicato Rural de Guarapuava mobilizou uma turma em março e quem coordenou foi o instrutor Joel de Almeida Schmidt.

Segundo Schmidt, a ideia do curso é transmitir como funciona toda a cadeia produtiva da meliponicultura. “São quatro dias de curso, portanto, é uma grade bem completa. Explicamos desde as escolhas das caixas, das espécies para criar, como fazer a multiplicação dos enxames e onde criar. Além disso, abordamos o manejo do mel, como colher, conservar, comercializar, enfim todo o processo que envolve o produto”.

O instrutor ressalta que as abelhas sem ferrões são muito dóceis, por isso podem ser criadas em qualquer lugar. “Eu percebo que atualmente em municípios da região, por exemplo, Prudentópolis, Bituruna e Reserva do Iguaçu há muitos produtores se profissionalizando e fazendo uma criação maior. Em Guarapuava, a atividade está surgindo a principio como um hobby, em casa ou nas propriedades, até se pensando na proteção do meio ambiente”.

O participante do curso, Marcio Rogério Brandelero, conta que iniciou a produção de mel em 2012, por hobby. “Adquiri uma jataí de um amigo, pois sempre gostei de abelhas sem ferrão. Com o tempo, procurei aprender mais sobre o tema, fiz cursos, li, assisti vídeos e conversei com meliponicultores experientes, iniciando meu meliponário”.

Atualmente, Brandelero possui 38 caixas e nove espécies (jataí, mandaçaia, manduri, borá, guaraipo, uruçu nordestina mirim guaçu, mirim droriana e tubuna). “No curso que fiz no Sindicato Rural de Guarapuava, aprendi novas técnicas de manejo, como modelos de caixas, alimentação, divisão, reforço dos enxames e aquecimento, que muito ajudará no desenvolvimento do meliponário”. Os participantes do curso visitaram o meliponário de Brandelero que fica em sua casa, no meio urbano.

Mercado do mel

Quanto ao mercado do mel, Schmidt, que também faz parte da Associação Prudentopolitana de Apicultura e Meliponicultura, explica que a atividade está começando na região de Guarapuava, mas com uma boa expectativa. “Existe a intenção de iniciar a exportação do mel aqui da região. Temos um entreposto na região de Guarapuava e há algum tempo está sendo organizado este entreposto junto ao Ministério de Agricultura. Já passamos por várias etapas de vistoria e a exportação está bem próxima da realidade. A princípio, três países importariam o mel: Holanda, Alemanha e Estados Unidos. Então vai abrir um mercado muito grande para a nossa região”.

Schmidt complementa ainda que a meliponicultura, com abelhas sem ferrão é uma atividade interessante, principalmente para mulheres e jovens que estão sem perspectiva do que fazer na propriedade. “É uma atividade que está começando na região e tem um futuro muito promissor. Pode ser um valor agregado na propriedade, até porque não compete com as outras atividades. Pelo contrário, vai ajudar na polinização, na proteção das nascentes de água, ou seja, só vai trazer benefícios para a propriedade”, finaliza.

Novas turmas para esse curso podem ser formadas. Se você tem interesse, basta ligar no (42) 3623-1115 e obter mais informações, com a mobilizadora de cursos do Senar, Mery Ribas.            

Todos os cursos do Senar são gratuitos e destinados a produtores rurais e trabalhadores rurais.

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