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Terça-feira, 16 de abril de 2019

Última vacinação contra aftosa no Paraná começa em maio

Pecuaristas devem ficar atentos às orientações para realizar o manejo corretamente

Após um intenso trabalho de defesa agropecuária, o Paraná se prepara para realizar a última campanha de vacinação contra febre aftosa a partir do dia 1º de maio. Em 2018, o Estado teve seu pedido aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para antecipar a retirada da vacina e, assim, dar mais um passo em busca do reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação em 2021 junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), conforme prevê o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA).

A antecipação da retirada da vacina é uma certificação da defesa sanitária do Estado e resultado da mobilização dos diversos setores públicos e privados ligados ao agronegócio paranaense. Nesse sentido, é muito importante que o produtor faça o dever de casa e siga corretamente as instruções nessa última campanha. “Defesa sanitária é uma obrigação de todos e o trabalho não acaba. Assim como o Estado tem obrigações de execuções e fiscalização, o produtor tem suas responsabilidades”, reforça o médico veterinário do Sistema FAEP/SENAR-PR Alexandre Lobo Blanco.

Ainda que o Brasil não possua registros de febre aftosa desde 2006, as campanhas de vacinação foram fundamentais neste processo de fortalecimento da sanidade animal no país e, principalmente, para que o Paraná possa alcançar o status de área livre sem vacinação em 2021. “As campanhas de vacinação foram importantes para aprimorar os registros de rebanhos e fortalecer a vigilância sanitária em todas as regiões”, explica Lobo Blanco.

O calendário oficial do Mapa determina as orientações para vacinação do rebanho bovino e bubalino. No Paraná, a campanha de maio é destinada aos animais com idade até 24 meses.


Cuidados na vacinação

Para assegurar as boas práticas na hora da vacinação, os pecuaristas devem seguir algumas recomendações, principalmente devido às mudanças ocorridas no ano passado. A Instrução Normativa 11/2018 do Mapa, que passou a valer este ano, atualiza o regulamento técnico para produção e controle de qualidade da vacina, instituindo a redução da dose de 5 para 2 mililitros.

Outro cuidado fundamental é sobre a temperatura das vacinas, que devem ser armazenadas entre temperatura de 2°C e 8°C. Por isso, é recomendado que, durante o transporte, sejam utiliza das caixas térmicas com três partes de gelo para uma de vacina. A caixa térmica deve ser bem lacrada e a vacina mantida no gelo até o momento da aplicação para a conservação da temperatura.

O médico veterinário do Sistema FAEP/SENAR-PR indica escolher a hora mais fresca do dia para a vacinação do rebanho. “A gente sabe que, por questões operacionais da fazenda, nem sempre é possível. Mas, com isso, os animais sofrerão menos estresse e também evita o choque térmico pela temperatura da vacina”, observa. A aplicação deve ser feita na tábua do pescoço do animal, embaixo da pele.

Ainda, é importante evitar que a programação de vacinação tenha interferência de outros manejos. “Fazer o deslocamento do rebanho tem todo um custo para o produtor. Mas esse é um cuidado importante para que os riscos de reações adversas à vacina sejam os menores possíveis”, aconselha Lobo Blanco.

As vacinas devem ser compradas apenas em lojas registradas e o pecuarista precisa estar atento para não deixar para última hora. “O ideal é que o produtor faça a reserva da compra da vacina com antecedência”, recomenda o médido veterinário do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Outros cuidados, mas não menos importantes, são a respeito da revisão das condições da seringa aplicadora: uso de agulhas novas, de preferência do tamanho 15 x 18, limpas e trocadas com frequência, aplicar no tronco de contenção para mitigar a incidência de reações vacinais; e o descarte dos frascos das vacinas e agulhas seguindo as orientações sanitárias de cada município.

Todas essas diretrizes são fundamentais para evitar a ocorrência de abcessos, que são lesões provocadas em decorrência de más práticas e de contaminação no local da aplicação da vacina. O abcesso é impróprio para consumo e a carne precisa ser descartada, o que causa prejuízos ao produtor.

Pós-vacina

Feita a vacinação, o pecuarista deve preencher uma declaração e entregá-la no serviço veterinário oficial do Estado junto com a nota fiscal de compra das vacinas. O monitoramento e fiscalização das áreas de rebanho são realizadas pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

Além disso, concluir a última campanha de vacinação do rebanho paranaense com sucesso é mais um importante atestado – entre tantos outros – de que o Estado está preparado para receber o status de área livre de febre aftosa sem vacinação.
 
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