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Segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Herdeiros do Campo

Curso aponta caminhos para sucessão na propriedade rural

O curso Herdeiros do Campo, promovido pelo SENAR-PR, com apoio do Sindicato Rural de Guarapuava, encerrou-se no mês de julho. A iniciativa, uma inovação, foi voltada a produtores rurais da agricultura e da pecuária, tendo por objetivo ajudar as famílias a realizar, com mais segurança, a passagem de comando das propriedades, das gerações mais experientes para as mais novas. Em cinco encontros, na entidade sindical, o programa abordou temas como Sucessão e Governança na Empresa Rural, Visão Estratégica, A Empresa Rural e seus Cenários, Mediação de Conflitos e Planejamento Sucessório.

No quarto encontro, o curso trouxe a participação do consultor do Sistema FAEP, o ex-secretário de Agricultura do Paraná, Antônio Leonel Poloni, que destacou a importância de se abordar a sucessão. Na ocasião, Poloni conversou com a REVISTA DO PRODUTOR RURAL.  Enfatizando que o Herdeiros do Campo precisa da presença e do diálogo entre pelo menos duas gerações de produtores rurais, o consultor assinalou que o curso não visa decidir pelos participantes como deve ser a sucessão especificamente nas suas propriedades, mas busca indicar pontos importantes para este processo. Capacitação e planejamento, reforçou, são tão necessários quanto o diálogo para se promover não apenas a continuidade, mas uma “continuidade com competência”. Poloni comentou que, com planejamento, “o grau de continuidade e de êxito da empresa rural é maior”, eliminando-se as perdas e também os conflitos familiares. “A discussão sobre sucessão vai acontecendo normalmente entre as pessoas e elas também buscam um gestor da propriedade, da empresa, dentre elas, que tenha melhores condições de ter sucesso no empreendimento para que todos ganhem coletivamente”, concluiu.

 

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Último encontro

O quinto e último encontro do Programa Herdeiros do Campo se dedicou a uma revisão de tudo que foi debatido nos encontros anteriores. Além disso, o instrutor Luiz Antonio Tiradentes, ressaltou que o encontro focou em definir o plano de ação para o planejamento sucessório. “Foi um momento dos participantes pensarem nas fragilidades pensando em relação a esse planejamento sucessório futuro, em três dimensões: propriedade, que é o patrimônio; o relacionamento da família; e a gestão da propriedade. Então foi preciso definir ações nesses três níveis”. Após o último encontro as famílias participantes também tiveram uma consultoria individualizada. Cada família teve direito a duas hora de consultoria. Avaliando a primeira turma do programa, Tiradentes afirmou que “o aproveitamento da turma foi o melhor possível. Os participantes já tinham uma visão de planejamento sucessório e responderam muito bem a todas as atividades propostas durante o curso”.

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