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Segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Família de agricultores em Guarapuava se destaca pela produtividade de soja em nível nacional

Uma família de agricultores de Guarapuava se destacou pela segunda vez no ranking do concurso nacional de produtividade em soja do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). Unidos, os irmãos Marcos e Alexandre, e pai, Helmuth Seitz, obtiveram o 1º lugar no Desafio de Máxima Produtividade 2016/2017, uma competição nacional que reuniu nesta safra, de acordo com os organizadores, mais de 5 mil agricultores – um aumento de 12% em relação à edição passada. Ao divulgar o resultado, dia 13 de junho, na cerimônia de premiação dos vencedores, em Passo Fundo (RS), o comitê informou que Marcos, desta vez inscrito como o representante da propriedade no Desafio, alcançou o maior desempenho, com 149,08 sc/ha, registrando ao mesmo tempo um novo recorde nacional de produtividade na cultura (anteriormente, o maior patamar foi de 141,8 sc/ha, registrado na safra 2014/2015).

Ao conversar com a REVISTA DO PRODUTOR RURAL, Marco Seitz (25 anos), que também é agrônomo, disse que o resultado trouxe alegria, mas fez questão de atribuir a vitória ao empenho de cerca de 30 anos que seu pai vem demonstrando na fazenda, dedicando-se a aperfeiçoar cada detalhe técnico, do plantio à colheita, e à participação de Alexandre Seitz, que foi seu consultor: “Ficamos bem felizes. O resultado mostrou, na verdade, que o trabalho que estamos realizando há muitos anos está dando frutos”. Conforme completou, mesmo após ter concluído a formação em Agronomia, é na lida do dia a dia, no campo, que prossegue aprendendo muita coisa. Um destes ensinamentos está claro: é necessário tempo e uma série de fatores para se atingir e manter elevadas produtividades.

Entre os que, neste ano, proporcionaram o primeiro lugar, na área destinada ao Desafio, Seitz mencionou a importância da adubação para a cultura de inverno que antecedeu a soja, além da própria rotação: “Com a rotação, você consegue evitar a resistência de doenças, além do controle de pragas”.

Responsável por orientações para o manejo na área destinada ao Desafio, Alexandre Seitz (campeão na competição em 2012/2013) contou que, para chegar ao patamar obtido, o primeiro ponto a considerar é que o local foi definido com vistas ao concurso: “Não foi uma lavoura comercial, mas uma área escolhida a dedo, com base em mapas de colheitas anteriores. Coincidentemente, é em cima da mesma área onde ganhamos o concurso na primeira vez”. O local, acrescentou, tem uma fertilidade diferenciada: “O principal cuidado que temos constantemente dentro da fazenda é elevar os níveis de fertilidade, que nos dão uma produtividade maior”. Ao lado de uma descompactação de solo, entre 50 cm e 60 cm, mantendo a palhada para o plantio direto, ele destacou que a área do concurso teve outro arranjo espacial de sementes: “Nesse plantio, tivemos o trabalho de plantar tudo duas vezes. Foi plantado com 45 cm (de espaçamento), deslocamos as pistas de plantio 22,5 cm para o lado e, com RTK, conseguimos plantar exatamente no meio das linhas”.

Feliz por mais um resultado de destaque da propriedade no Desafio, Helmuth Seitz, que começou sua trajetória na soja em 1984, contou que a família hoje une experiência e inovação. Ele assinalou, na parte técnica, a utilização de agricultura de precisão. E mais: o uso de imagens aéreas de drone, para somar informação aos mapas de colheita. Mas para o agricultor, o mais importante, segundo disse, é o entrosamento com os filhos, com uma divisão harmônica de tarefas – fator que deve assegurar o futuro da propriedade: “Um dá assistência, outro faz a parte de administração, financeira. É uma maneira de levá-los já para a atividade, para que amanhã ou depois comecem a tocar a lavoura por conta própria”.  

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