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Quarta-feira, 28 de junho de 2017

Agrária e Inquima lançam programa Acerte no Alvo

O objetivo do programa é a inspeção contínua dos pulverizadores dos cooperados da Agrária

Com o objetivo de mostrar aos produtores rurais a diferença entre pulverização e aplicação de defensivos, auxiliando-os na melhoria desse processo, com uma ação relativamente simples, mas necessária: a inspeção contínua dos pulverizadores, a Cooperativa Agrária e a Inquima deram início ao programa Acerte no Alvo.

Lançado no dia 10 de maio, no Centro Cultural Mathias Leh, distrito de Entre Rios, em Guarapuava, o evento reuniu diretoria, assistência técnica e cooperados da Agrária, além de diretores da Inquima. Na ocasião, foi apresentado aos cooperados o funcionamento do programa e objetivos.

O coordenador da Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (FAPA), Leandro Bren, explica que o programa de inspeção e certificação de pulverizadores na Cooperativa Agrária já existe há anos, mas o atendimento era para um número reduzido de cooperados/ano. Isto porque era o próprio pesquisador da área de mecanização da FAPA que realizava as inspeções, de acordo com o que sua agenda de trabalho permitia. “Não tinha uma pessoa especifica para este programa. Com a parceria da Inquima, houve a possibilidade de um técnico especialmente para esta função, indo a campo, durante o ano todo. A nossa meta é que em três anos nós já tenhamos inspecionado os pulverizadores de todos os cooperados, e principalmente, feito o treinamento para os cooperados e seus funcionários”, conta.

Bren destaca também que o programa, além de auxiliar o produtor numa melhor produtividade e rentabilidade, visa uma agricultura mais sustentável. “A Agrária já trabalha visando a sustentabilidade em toda sua produção. Realizamos pesquisas do melhor defensivo agrícola por meio desta ótica. Mas, muitas vezes, o produtor tem o melhor produto e erra lá no campo, no momento de fazer a aplicação. Por isso, esperamos que o projeto supra essa demanda, favorecendo o controle efetivo de pragas e doenças e, principalmente, preservando o meio ambiente. Isso porque o nosso papel como agrônomos, produtores e como cooperativa é produzir alimento com sustentabilidade”.

O diretor comercial da Inquima, Luiz Fernando Félix, destaca que a intenção da empresa em entrar nesse programa como parceira da Agrária é mostrar para o produtor que a Inquima, além de vender produtos, busca constantemente prestar serviços aos seus clientes. “Vemos que o grande diferencial do nosso segmento é a qualidade de aplicação. Por isso, nosso trabalho vai além da qualidade do produto. Nós temos a parte de serviços, que é a assistência técnica na hora da aplicação, para que esse processo seja feito de forma adequada, complementando a qualidade dos nossos produtos. Uma máquina bem ajustada, a escolha ideal das pontas de aplicação e uma boa informação ao produtor fazem diferença no resultado final. Isso reforça a ideia de que vendemos produto, mas entregamos serviço”, observa.

Para o cooperado Andreas Milla, o programa viabiliza que o produtor rural enxergue onde estão seus problemas em relação à pulverização e melhore o processo. “Em muitas situações, temos problemas sérios na aplicação. Dentro desse processo, estamos perdendo muito dinheiro e muita eficiência, com problemas de produtividade e reaplicação do produto. A partir do programa, podemos modificar essa realidade, melhorando a qualidade, a eficiência e logicamente, baixando o custo. Temos que nos acostumar a fazer essa inspeção nos pulverizadores, mas é interessante termos o apoio de uma equipe preparada, que vai enxergar o que muitas vezes nós não vemos”.

 

Funcionamento

Quem vai coordenar diretamente o programa Acerte no Alvo é o pesquisador da FAPA da área de mecanização, Paulo Alba. Ele explica que a demanda na inspeção dos pulverizadores virá dos próprios cooperados. “Todos os cooperados serão cadastrados, mas os que tiverem maior demanda com problemas na pulverização, a partir da identificação do agrônomo do cooperado, serão priorizados no atendimento”.

Durante essa inspeção, segundo Alba, serão verificados uma média de 30 itens no pulverizador. Entre eles, se existe vazamentos, mangueiras danificadas, tipo de ponta de pulverização, erros em taxa de aplicação e dosagem do produto, precisão do manômetro, espaçamento e tipo de ponta de pulverização, etc.

Após realizada essa inspeção, pelo técnico que foi contratado especialmente para o programa, o pesquisador ficará responsável pela elaboração de um laudo. “O técnico repassa para mim as informações coletadas, eu emito um laudo e repasso ao proprietário da máquina, onde estará especificado quais itens precisam ser corrigidos”, detalha o pesquisador.

 

Tecnologia de Aplicação

Durante o lançamento do programa Acerte no Alvo, o professor do curso de Agronomia da Unicentro, Sidnei Jadoski, foi convidado para falar sobre Tecnologia de Aplicação. Entre outros pontos, ele ressaltou a importância de uma manutenção adequada nos pulverizadores e outros fatores que definem uma boa aplicação, destacando a diferença entre pulverização e aplicação dos produtos. Confira o resumo da sua palestra:

“A manutenção deve ser feita de forma preventiva e periódica, não em um tempo muito espaçado, o que geralmente os produtores fazem. Qual é o ganho com uma manutenção adequada? O produtor tem o equipamento funcionando sempre adequadamente, todas suas aplicações vão ficar com uma característica similar e normalmente com melhor qualidade. Consegue-se uma calibração melhor, tendo uma vazão adequada para a cultura naquele momento, um tamanho de gota para distribuir o princípio ativo de forma ideal para aquele momento. Quando o equipamento está com problema, sem manutenção, o produtor tem problema de variação de pressão e vazão, consequentemente calibra de uma maneira e não consegue atingir ou varia muito. No final, o resultado são lavouras manchadas, com áreas em que aplicou bem, outras que aplicou mal, ou seja, ineficiência ou redução de controle, perda financeira e perda em resultado de cultivo. Existe uma soma de perdas que justificam investir um pouquinho mais em uma manutenção adequada. Ambientalmente falando, também há consequências negativas quando não há manutenção da máquina. Porque quando o produtor aplica mal, ele tem residual menor, necessita aplicar mais vezes jogando mais produto químico no ambiente. Então a regulagem adequada permite que ele tenha uma sustentabilidade melhor. Além disso, há outros fatores que influenciam em uma boa aplicação, como a escolha de um princípio ativo adequado para controlar o problema; aplicar o produto no momento certo para aquela cultura e no volume indicado; a regulagem de máquina adequada, um preparo da calda da melhor forma possível, com homogeneidade e atender a critérios de clima, com operador treinado, para que ele consiga controlar a máquina e prestar atenção no clima, não aplicando com temperaturas elevadas, ventos fortes ou umidade relativa muito baixa, para não ter perda de produto”.

 

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