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Quarta-feira, 28 de junho de 2017

Projeto levanta custos da bovinocultura de corte

Guarapuava sediou, no dia 26 de maio, a última de seis rodadas do Projeto Campo Futuro - Bovinocultura de Corte, um painel promovido pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Sistema Federação da Agricultura do Paraná (FAEP) e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), da Esalq/USP, para levantar os custos da pecuária de corte nas principais regiões produtoras do Paraná.

Coordenado por representantes das entidades organizadoras, como o veterinário Juliano Hoffmann (CNA), o zootecnista Guilherme Souza Dias (FAEP) e os agrônomos Giovanni Penazzi e Rildo Moreira (ambos do CEPEA), o encontro ocorreu no Sindicato Rural de Guarapuava, reunindo produtores rurais, profissionais ligados à agropecuária, membros de cooperativas e da regional da SEAB. Eles debateram o que seria, em 2016, o perfil de uma propriedade de bovinocultura de corte típica do centro-sul paranaense e os custos dos diversos fatores de produção. Os dados foram inseridos na planilha do Projeto Campo Futuro, para servirem de parâmetro para produtores.

Ao final da reunião, Rildo Moreira disse ter visto, na região, uma situação de maiores lucros. “Como aqui tem esta característica muito própria da integração com a lavoura, o próprio perfil da fazenda e dos participantes é diferente. Isso explica um pouco desta rentabilidade maior”, assinalou. Mas observou que os investimentos em infraestrutura, como máquinas e benfeitorias, e em pastagem, são significativos. O agrônomo do CEPEA concluiu afirmando que a pecuária, em geral, pode ser mais rentável do que na maioria dos casos. “Mas tem que ser feita de uma maneira adequada. Você não pode simplesmente largar o boi no pasto. A tecnologia existe, está aí, precisa ser implementada”, destacou. Ele argumentou ainda que nem sempre é preciso um alto desembolso, porém mudar o ponto de vista de que a atividade não dá dinheiro. “Toda hora a gente ouve isso. Primeiro, precisamos quebrar a barreira do que as pessoas acham”.

Para o zootecnista Guilherme Souza Dias, os encontros permitem delinear também um perfil atual da bovinocultura de corte no Paraná: no ano de 2016, um fato novo foi a maior rentabilidade na atividade de cria, mas um quadro antigo é a necessidade de melhor eficiência. “Há muito que se investir em melhoria de pastagens, que é a base do sistema produtivo. Ainda precisamos dar condições para os animais terem índices zootécnicos mais interessantes. Um ponto que ressaltamos, no Plano Pecuária Moderna, é a taxa de natalidade das matrizes, que ainda está bastante aquém da ideal”, disse. Dados oficiais contidos no plano, lembrou, apontam para uma média de 65%, enquanto o ideal seria acima de 80%.

Os encontros do Projeto Campo Futuro ocorreram em Londrina, Santo Antônio da Platina, Paranavaí, Umuarama, Cascavel e Guarapuava.

 

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