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Quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Encontro técnico debateu a produção da batata

O 1º Encontro Técnico sobre a Cultura da Batata, promovido pela Agroalpha e Grupo Agrônomos da Batata Guarapuava, ocorreu no dia 19 de julho, no anfiteatro do Sindicato Rural de Guarapuava.  O coordenador do Grupo, Edson Ishida, disse que a ideia do evento foi suprir uma demanda que a região de Guarapuava tem em relação à informações técnicas sobre a cultura. “A batata é uma cultura de alto risco e muito cara, portanto, não temos mais o luxo de errar no campo. Quanto mais o produtor tiver acesso à informação técnica e profissionalização, melhor”. O evento contou com o apoio das empresas Produquímica, Corteva, FMC e Syngenta.

Confira o resumo da programação técnica do evento:

Fertilidade e Nutrição

Guilherme Franco – Gerente de Desenvolvimento de Mercado Centro Sul - Produquímica

“Precisamos cuidar de 14 nutrientes e não pensar na nutrição de plantas como uma receita de bolo, com uma recomendação generalizada. É importante aprofundar o sistema radicular, reduzir impedimentos físicos para o crescimento de raiz e fornecer nutrientes para reduzir a limitação química do crescimento de raiz. Micronutrientes, como o Boro, tem relevância em todo o metabolismo da planta. Com uma nutrição equilibrada, a planta se porta melhor frente aos desafios fitossanitários”.

 

Fisiologia Vegetal

Edwin Holman

“Na palestra foram apresentados resultados de pesquisas revelando uma proteína do grupo das mono-oxigenases P450, com sede na membrana plasmática, responsável pela principal defesa de plantas, inclusive da batata, contra infecção por algas parasíticas".

 

Pragas

Rui Furiatti – Engenheiro Agrônomo, Mestre e Doutor em Entomologia Aplicada

“A praga Minadora das Folhas é extremamente importante, inclusive na região de Guarapuava. É uma praga de verão, imigrante de outras lavouras, principalmente de soja e feijão, e que entra na batata de plantio em janeiro/fevereiro. Provoca grande desfolha e queda de rendimento. O inseto precisa ser controlado desde o início e deve-se trabalhar com a parte genética das plantas e inseticidas mais seletivos a inimigos naturais, porque é uma praga típica de desequilíbrio. Quanto ao manejo para evitá-la, existem várias ações: época ideal de plantio, destruição de resíduos culturais, cuidado com culturas vizinhas, entender o material genético que está usando, trabalhar com produtos seletivos de inimigos naturais - em quantidade e época certa, nunca a mais ou a menos que o recomendado pela fábrica - e acompanhamento constante da lavoura”.

 

Doenças

Ailton Reis – Engenheiro Agrônomo e Fitopatologista da Embrapa Hortaliças

“A rizoctoniose é causada por um patógeno de solo, provocando principalmente podridão de raiz e do colo da planta e vai refletir na parte aérea, causando murcha e morte da planta. O controle é mais complicado e tem que ser mais preventivo. Tem que tentar evitar a entrada do patógeno na lavoura. E quando ele entrar, o produtor tem que aprender a conviver com ele, diminuindo a quantidade de inóculo no solo, fazendo rotação de cultura, destruindo o resto da cultura, entre outras medidas. A pinta preta e a requeima são doenças que atacam a parte aérea da planta. Os patógenos atacam, principalmente, as folhas e causam queima. É mais fácil de controlar com fungicidas. Antes de manejar a doença é preciso conhecê-la muito bem. O diagnóstico preciso é fundamental para um bom controle”.

Agroalpha

O grupo Agroalpha é formado por acadêmicas do curso de Engenharia Agronômica da Faculdade Campo Real. Idealizado há um ano, pela engenheira agrônoma Fabiula Portolan Kuczer, visa promover a profissionalização e reconhecimento da mulher no campo.

Hoje, o Agroalpha é formado por 16 acadêmicas. Vanessa Penteado é uma das integrantes. “Trabalhamos o ser como um todo, desenvolvendo habilidades, raciocínios, postura. Desenvolvemos atividades com os profissionais no mercado e também trabalhamos com valores, como seriedade e lealdade. Queremos quebrar essa barreira da mulher no agronegócio, conscientizando que a mulher tem o seu valor. Lutamos pela igualdade”, explica Vanessa.

 

 

 

 

 

 

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