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Sexta-feira, 27 de abril de 2018

CTP: tecnologias para soja e milho

Um evento direcionado a produtores rurais e realizado pela segunda vez em Guarapuava voltou a apresentar tecnologias e a debater o custo-benefício de sua utilização para soja e milho. De 20 a 22 de março, numa propriedade rural nas proximidades do distrito de Palmeirinha, o CTP do Grupo Pitangueiras mostrou parcelas de cultivares e híbridos, enfocando manejo de doenças e de plantas daninhas, tratamento de semente e plantabilidade, entre outros assuntos. Dois convidados também palestraram: os agrônomos Aroldo Marochi (AgroMarochi Pesquisa Agrícola) e José Luiz Buss (Siembra Assessoria Agropecuária). A programação se completou com a presença de estações de empresas parceiras do Grupo Pitangueiras, como Bayer, Nidera Sementes, HO Genética (Sementes), Agrichem, MIM Fertilizantes, Caltim Fertilizantes e Dekalb.

Engenheiro agrônomo e gerente de Marketing no Grupo Pitangueiras, Marcelo Scutti detalhou em entrevista o conceito do evento, explicando que a tecnologia dos insumos e manejos não aumenta o teto máximo de cultivares e híbridos, mas é importante porque contribui para que o produtor se aproxime mais daquele patamar. “Hoje existem materiais de soja com potencial produtivo acima de 120, 130 sacos por hectare e as médias do Paraná não chegam a 60 sacos. Milho também já tem materiais com potencial de 18 mil quilos por hectare. O nosso produtor, quando colhe bem, colhe 12 mil quilos”, comentou.

Também em entrevista, José Luiz Buss explicou o tema de suas explanações: “A nossa passagem aqui foi para falar sobre plantas daninhas e a importância que elas estão tomando na cultura da soja. Plantas daninhas complicam a vida do produtor rural, inviabilizam lavouras. Eu diria assim que é até uma questão de segurança alimentar”.

Aroldo Marochi disse ter analisado também a situação da safra de verão (2017/2018). “Conversamos muito sobre a questão que os produtores tiveram este ano com relação ao problema sério de esclerotínia. Direcionamos, falamos da importância de um bom sistema de manejo. Não é apenas produto que vai resolver. É preciso intercalar vários sistemas, desde o uso dos biológicos, coberturas, sistema, população de plantas, espaçamento, tratamentos de sementes”, disse.  

Um dos participantes, o produtor André Luiz Valcanaia Moss, de Guarapuava, avaliou positivamente o CTP: “Acredito que este evento, assim como o do ano passado, é bem favorável para o nosso setor”. O assunto de seu maior interesse foram as doenças: “A ferrugem asiática sempre é um tema bem abordado. Neste ano, foi dado um enfoque bem grande para ela, em associação ao mofo branco, que acho que foi a doença que teve maior destaque aqui na região”.

Além de Guarapuava, o Grupo Pitagueiras também realiza o CTP em Ponta Grossa e em Arapoti para os produtores rurais daquelas duas regiões.

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