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Sexta-feira, 27 de abril de 2018

Seminário traz opções mais seguras para o cultivo do trigo

Evento técnico de trigo reuniu mais de 300 produtores, multiplicadores, técnicos e moinhos em Campo Mourão, no Paraná

Com uma previsão de ampliação de 8% na área de trigo no Paraná, a safra 2017/2018 inicia com perspectivas mais positivas. O estado, que é o maior produtor de trigo do Brasil, já comercializou 94% da safra 2017 e deve semear, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, 1,048 milhão de hectares do cereal neste inverno. A estimativa é de uma produção de 3,314 milhões de toneladas, o que representa quase 50% de aumento em relação ao ano passado. A produtividade média deve subir 37%, chegando a 3.163 quilos por hectare.

Inserido neste cenário para a safra de trigo, a Biotrigo Genética promoveu no dia 4 de abril na Associação dos Engenheiros Agrônomos de Campo Mourão/P, a 7ª edição do Seminário Técnico de Trigo. O evento, que reuniu cerca de 300 pessoas, entre produtores de sementes, multiplicadores, cerealistas, técnicos, moinhos e triticultores dos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Paraguai, trouxe especialistas para falar sobre diversos temas como o resultado do avanço em pesquisas realizadas para combater doenças de difícil controle;  qualidade industrial na visão da cadeia produtiva; manejo de plantas daninhas no sistema de produção; a construção do perfil do solo e os impactos positivos que a produção do trigo pode trazer para o estado do Paraná.

Combate a doenças de difícil controle

Ensaios de campo instalados em quase 50 locais do Brasil ampliaram nos últimos anos a eficiência na seleção de cultivares do programa de melhoramento da Biotrigo e, especialmente, o desenvolvimento de cultivares com maior nível de resistência às principais doenças de trigo. Em sua palestra, o fitopatologista da Biotrigo, Paulo Kuhnem, apresentou o tema trazendo o status da pesquisa, especialmente no que se refere a bacteriose, Brusone, Giberela e vírus do mosaico. “Nós já fazíamos um excelente trabalho de seleção no campo e com isso os nossas cultivares elevaram o nível de resistência genética às principais doenças. Agora, com a implementação de protocolos e ampliação de experimentos em condições com maior pressão de doença, conseguimos suportar os dados de campo e fazer uma seleção mais rápida e eficiente”, ressalta. Atualmente a Biotrigo trabalha com 11 protocolos de ensaios em condições controladas para 8 doenças em seu programa de melhoramento genético de trigo.

Os trabalhos de pesquisa da Biotrigo, que são realizados em parceria com outras instituições do Brasil, EUA e Bolívia, vêm trazendo grandes resultados para toda a cadeia tritícola. Nas últimas duas safras, por exemplo, não houveram danos significativos de Brusone no Paraná. Os esforços para combater a doença na genética da planta são grandes já que, em poucos dias, uma lavoura aparentemente não infectada pode passar a 100% de perda em trigos suscetíveis. Segundo o diretor da Biotrigo, André Cunha Rosa, a resistência das cultivares perante a doença contribuiu para a sanidade das lavouras de trigo. Os produtores vêm utilizando, nos locais que ocorrem mais doenças, cultivares mais resistentes e isso tem dado bastante estabilidade nos últimos anos para as colheitas. Por isso a nossa prioridade no melhoramento tem sido melhorar ainda mais a resistência que já existe”, disse.

Estabilidade e resistência à Brusone

A cultivar lançada para multiplicação em 2019, TBIO Ponteiro, é mais um produto que vem compor o portfólio melhorando a estabilidade de produção. Conforme o Gerente Regional Norte da Biotrigo, Fernando Wagner, o TBIO Ponteiro é oriundo do cruzamento entre as cultivares Fuste (irmã de TBIO Sinuelo) cultivada em uma área importante na Argentina e TBIO Mestre. “A nova cultivar combina excelente vigor, ótima qualidade, características agrônomas de elevado rendimento e sanidade. É um trigo que vem para abrir a semeadura. Assim, aproveitamos o ciclo mais longo da cultivar para obter maior estabilidade da produção, sem atrasar em nada o plantio da soja”, explica. O TBIO Ponteiro aumenta a possibilidade de um escape à geada, traz maior segurança nas primeiras semeaduras para Brusone além de entregar um completo pacote fitossanitário para outras doenças de espiga e folha. É um trigo com vocação para a panificação o qual vem para atender 60% do mercado que trabalha neste segmento.

Há dez anos contribuindo com o melhoramento genético

O Seminário Técnico de Trigo também celebrou o aniversário de 10 anos da Biotrigo Genética, completados no último dia 1º de abril.  Como marco dessa história, a empresa chega à liderança do melhoramento genético do trigo na América Latina, com o portfólio de cultivares de trigo semeado em diversos estados do território brasileiro, em países do Mercosul (Paraguai, Uruguai, Argentina e Bolívia) e, na América do Norte. Durante o evento foi realizada uma homenagem especial para os diretores e fundadores da empresa, André Cunha Rosa e Ottoni Rosa Filho. A Biotrigo está localizada em Passo Fundo/RS e possui uma filial, em Campo Mourão. Atualmente é líder na América Latina e no Brasil com aproximadamente 72% do market share brasileiro.

O Seminário Técnico de Trigo é uma realização da Biotrigo Genética, com apoio da Sementes Butiá e Bayer CropScience.

 

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