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Sexta-feira, 27 de abril de 2018

Por que utilizaros fosfitos?

Mateus Gimenez Carvalho – Gerente Técnico do Grupo Inquima

Na agricultura de hoje, certamente as aplicações para o controle de doenças são as mais delicadas e de difícil avaliação. Quando o controle não é realizado no momento correto, as perdas de produtividade são inevitáveis, gerando aumento nos custos de produção e perdas no faturamento.

Existem vários fungicidas recomendados para o controle das doenças: dos triazois, estrobilurinas aos benzimidazois. Apesar da importância do fungicida como figura principal no controle de doenças, o uso intensivo de uma mesma molécula pode selecionar fungos menos sensíveis ou resistentes (Marques, 2017).

Assim, o uso de substâncias alternativas combinadas com os fungicidas que possuam eficiência no controle das doenças, pode ser uma alternativa para se manter a sanidade da lavoura e ainda preservar a vida dos ativos por mais tempo.

Os fosfitos, oriundos do ácido fosforoso, não são fitotóxicos e apresentam alta atividade fungicida na planta. Quando aplicado é absorvido rapidamente por possuir grande mobilidade na fisiologia. Podem atuar reduzindo fortemente o crescimento micelial, a formação de esporângios e a liberação de zoósporos.

Os fosfitos apresentam modo de ação duplo no controle de doenças. O primeiro é sua ação direta sobre as doenças: ação fungicida em relação a determinados fungos invasores, vindo a causar a morte ou a inibição do crescimento dos fungos. O segundo mecanismo é a sua ação indireta por meio da ativação dos sistemas de defesa das plantas. Estimulam a síntese de fitoalexinas (substâncias químicas naturais de defesa), sendo capazes de contribuir efetivamente para o controle de patógenos.

No mercado, encontramos diversos fosfitos, como o de potássio e o de cobre.

A Inquima disponibiliza para o mercado um produto diferenciado. Na sua linha de Indução de Resistência, destaque para o FOSFITO COM COBRE. Nele, o cátion cobre apresenta ação no controle de doenças com ação sistêmica e atua também na proteção das células vegetais contra infecções por bactérias e na redução de suas populações.

Além da sua capacidade de agir contra patógenos específicos, como bacteriose, antracnose, manchas de folha, oídio... e ser uma ferramenta interessante, preventiva também para a ferrugem asiática, tem como característica marcante pH neutro, que permite sua combinação no tanque de pulverização sem afetar o residual dos fungicidas. E mais ainda, sem agredir ou injuriar a planta: não é fitotóxico.

Vários experimentos, como os da FAPA – Fundação Agrária de Pesquisas Agropecuárias, coordenado pelo Dr. Heraldo Feksa, identificaram importantes virtudes para o trato cultural, não apenas em trigo e na cevada. Também a soja, o feijão, a batata, a cebola e o arroz, entre diversas outras culturas, são beneficiadas pelo seu uso combinado com o fungicida. Embora não seja um substituto, atua de maneira impactante e importante no controle preventivo destas enfermidades, tendo excepcional compatibilidade dentro do tanque pulverizador com diferentes ativos.

 

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